Embora admita que o post anterior o possa sugerir, a minha ida ao Brasil não foi motivada por qualquer actividade envolvendo palitos, muito menos os da marca Gina. Fui em trabalho sim, mas com o objectivo de instalar um sistema de contagem de fotão único, usado para medir tempos de vida de fluorescência. Dispositivo com um nome pomposo, mas que simplificado, significa que fui instalar um cronómetro algo sofisticado e capaz de medir intervalos de tempo na ordem dos 0,000 000 001 segundos.
O destino a que me dirigi no dia 5 de Dezembro foi a Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais. Cidade com uma população a rondar os 10 milhões de habitantes, se considerarmos toda a sua área metropolita, sendo que na cidade propriamente dita, a população deve andar pelos 2,5 milhões.
Hospedei-me na região da Pampulha, uma lagoa com cerca de 28 km de diâmetro, próximo da Universidade e da igreja de São Francisco de Assis desenhada por Oscar Niemeyer, reputado arquitecto Brasileiro.
Com tudo o que já disse, podem até pensar que fiquei instalado em algum hotel de 5 estrelas. Não, sou um tipo simples, consegui um apartamento também ele simples, cedido por um estudante, o que me permitiu viver como um verdadeiro “Belo Horinzontino” por um mês.
O facto de ter vivido como a “maior parte” dos habitantes da cidade vive, permitiu-me ver como funciona a cidade, andar a pé pelas ruas, deslocar-me de autocarro, falar com as pessoas, ser várias vezes tomado por argentino e até emagrecer. É verdade, BH é uma cidade construída numa região montanhosa e bastante húmida, uma combinação que faz maravilhas no consumir de gorduras em excesso.
Para terminar deixo-vos a Jaca. A primeira fruta estranha que vi. Fruto da Jaqueira, uma árvore com cerca de 20 m de altura trazida da Índia, provavelmente por algum Português. Curiosamente a Jaca nasce no tronco da árvore e não nos ramos, como estamos habituados e pode pesar qualquer coisa como 15 Kg, embora comestível, o fruto não é dos mais apreciados.