Olhando para o que abaixo se vê. Só podemos concluir que a nossa revolução de Abril, no essencial, fracassou. Mas será que alguma vez poderia ter vencido?
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11/10/2011
16/05/2011
Amigos que já têm 50 anos.
Só pra lembrar.
"...Segundo adiantou ao Expresso fonte da GNR, "nos últimos dias têm surgido vários pedidos de esclarecimento de condutores sobre a sua situação". O problema da maior parte das pessoas é a confusão que existe entre a data de validade que consta nas cartas de condução (que corresponde aos 65 anos do titular, nos casos de ligeiros e motociclos) e os prazos impostos pela lei: que obriga à revalidação aos 50 anos, aos 60, aos 65, aos 70 e depois de dois em dois anos..." in Expresso
Já foram renovar a carta de condução?
"...Segundo adiantou ao Expresso fonte da GNR, "nos últimos dias têm surgido vários pedidos de esclarecimento de condutores sobre a sua situação". O problema da maior parte das pessoas é a confusão que existe entre a data de validade que consta nas cartas de condução (que corresponde aos 65 anos do titular, nos casos de ligeiros e motociclos) e os prazos impostos pela lei: que obriga à revalidação aos 50 anos, aos 60, aos 65, aos 70 e depois de dois em dois anos..." in Expresso
Já foram renovar a carta de condução?
30/04/2011
O partido FMI
"Troika reestrutura Portugal de alto a baixo"
in expresso
Desconfio que caso fosse possível e o FMI se candidatasse às próximas eleições legislativas, ganhava.
22/04/2011
Tiros.
Estes tipos não param de dar tiros nos pés.
São o BE e o PCP com a recusa, mal-educada até, em sentarem-se à mesa com o FMI. Não seria aqui a altura para conversarem e apresentarem o seu ponto de vista? Ou as reivindicações destas duas forças políticas servem apenas para acrescentar ruído?
Avançamos para os sindicalistas da CP ao insistirem nas greves injustificadas.
Passamos depois ao PS, com o governo a dar o mote ao propor uma tolerância de ponto aos funcionários públicos. Isto em véspera de quatro, leiam bem 4 dias de férias. Se o objectivo foi o de aumentar a nossa fama de madraços, o sucesso foi total.
Passamos depois ao PS, com o governo a dar o mote ao propor uma tolerância de ponto aos funcionários públicos. Isto em véspera de quatro, leiam bem 4 dias de férias. Se o objectivo foi o de aumentar a nossa fama de madraços, o sucesso foi total.
Avançamos depois para o PSD, já nem vou ao assunto Nobre, mas com Miguel Relvas, esta sumidade da política portuguesa, que nos veio brindar com a seguinte frase:
Brilhante! Já não nos basta a desgraça e a vergonha em que nos encontramos, ainda temos de ir deitar lama sobre os nossos vizinhos. Isto sem qualquer base real. Trata-se apenas de preconceito, puro e simples, o mesmo que os alemães e outros usam para nos acusarem de não sabermos tomar conta do nosso país. Aqui com uma agravante, Alemães e Finlandeses, por exemplo, não precisam de nós para nada, mas nós poderemos vir a precisamos de Marrocos e não é pouco.
Salva-se, por enquanto, Paulo Portas, não tivesse ele cometido o pecado dos submarinos e das fotocópias e até talvez o considerasse no meu boletim de voto.
Assim, em termos de escolhas eleitorais, o que me resta é muito pouco.
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D. Sebastião e o FMI
É tal o descrédito da nossa classe política, que há quem olhe, e não são poucos, a vinda do FMI como a salvação. Olham para a imposição das medidas de austeridade como a panaceia para os nossos males.
A uma escala inferior, é certo, temos aqui um belo exemplo de como as ditaduras também começam sempre por ser desejadas.
Desde o desaparecido D. Sebastião, que os Portugueses esperam pelo salvador, por aquele que vindo do estrangeiro trará a ordem e o progresso.
A uma escala inferior, é certo, temos aqui um belo exemplo de como as ditaduras também começam sempre por ser desejadas.
Desde o desaparecido D. Sebastião, que os Portugueses esperam pelo salvador, por aquele que vindo do estrangeiro trará a ordem e o progresso.
Pode ser que seja desta vez, embora estes não tenham aparecido numa manhã de nevoeiro, eu já não peço que nos tragam ordem e progresso. Basta-me que resolvam os problemas da falta de justiça e da corrupção desenfreada.
Já ficaria satisfeito.
17/04/2011
E o Povo Pá!!!
Que pena eu tenho não ter podido estar em Lisboa no 12 de Março passado.
Dá-lhes Falâncio!!!!
Para mim os "Homens da Luta" mostram uma das melhores formas de resistir ao que se tem passado em Portugal, pondo a nú pelo ridículo a pouca vergonha que tem sido o aproveitamento feito por muitos do 25 de Abril que alguns nos deram.
Estes “marmelos” que nos têm governado, conseguiram em pouco mais de trinta anos, trazer o FMI a Portugal por três vezes, 1977, 1983 e 2011. Convenhamos que é um record difícil de bater por qualquer outro país.
Dá-lhes Falâncio!!!!
Para mim os "Homens da Luta" mostram uma das melhores formas de resistir ao que se tem passado em Portugal, pondo a nú pelo ridículo a pouca vergonha que tem sido o aproveitamento feito por muitos do 25 de Abril que alguns nos deram.
Estes “marmelos” que nos têm governado, conseguiram em pouco mais de trinta anos, trazer o FMI a Portugal por três vezes, 1977, 1983 e 2011. Convenhamos que é um record difícil de bater por qualquer outro país.
17/01/2011
Vamos lá enfrentar o ano de forma positiva
Por vezes faz bem ler o que pensam e como nos vêem aqueles que escolheram viver entre nós. Entre estes, nem todos terão coisas positivas para revelar, mas sempre prefiro ouvir aqueles que vêm o copo meio cheio, do que os que o preferem ver meio vazio, para isso já bastamos nós.
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
08/01/2011
Tempos complicados
Eu não quero fazer um retrato negro, mas a verdade é que temos um presidente enrolado na compra de acções de forma muito duvidosa. Temos um comandante geral da GNR que se auto-aumenta em 1100 euros e com retroactivos a Janeiro de 2010, o que o fez receber mais do que 15000 euros antes de se reformar. Temos a tropa a "gamar" armas para tráfico ou outra coisa pior. Vemos o crime organizado a aumentar de uma forma que já não é possível ignorar, a educação a ir de mal a pior, chegando ao ponto de o próprio ministério da educação vir agora dizer que os alunos não sabem nem raciocinar nem exprimir-se. Temos uma justiça enrolada, injusta e até perigosa. Temos os partidos a enganarem os portugueses, aprovando an AR uma lei de financiamento que lhe permite "sacar" ainda mais do que já sacam. Para finalizar temos o FMI agora à porta.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
12/12/2010
29/11/2010
26/11/2010
“AOQUISTOCHEGOU”
"Estou pronto para Governar com o FMI."
(Pedro Passos Coelho )
Se um tipo não se incomoda com isto, então incomoda-se com o quê?
23/11/2010
Quando a solidariedade é uma palavra vã.
Começo por fazer uma declaração de interesses. Nunca votei CDS, nunca votei PSD, votei CDU por uma vez nas eleições locais e PS sempre que a minha disponibilidade para colocar o boletim de voto na urna o permitiu e o que estava em causa no País assim o justificava.
Foi por isso com enorme desagrado que li hoje a notícia que o PS e o PSD, um mais escondido que o outro, aprovaram o regime de excepções aos cortes salariais na função pública. Para ser directo tal regime significa apenas isto, os mesmos de sempre pagam a crise, os outros, os que mais ganham, ficam a ver o filme. Justificação para isto, simples, eles são muito bons e se não lhes pagamos bem podem fugir.
O argumento agora invocado para justificar tal regime de excepção é exactamente o mesmo que sempre tem sido usado para justificar medidas similares.
O que pergunto é o seguinte. Se são assim tão bons, porque chegou o País ao ponto em que está? Mais, fogem para onde? O (ex) governador do banco de Portugal, o tal que previu coisa nenhuma, ganhava quando cá estava cerca de 250 000 euros por ano, quase o dobro que o presidente da reserva federal dos Estados Unidos e apenas os governadores dos bancos centrais de Hong-Kong e Itália auferiam mais do que Vítor Constâncio. Assumindo que os restantes membros da camarilha devem andar pelos mesmos referenciais em termos relativos, se lhes cortassem o salário para onde iriam eles? Isto para já não falarmos no que significa ser solidário.
O que está em causa neste momento com mais esta jogada é simples. A vergonha perdeu-se e, se ainda havia a esperança que tais comparsas fossem por esta vez capazes de mostrar honra e solidariedade com os seus compatriotas, esta esfumou-se. A máscara caiu, de vez!
Resta aos Portugueses mostrar do que são capazes e acreditar que mais vale pobre e com honra do que submisso...
A greve geral nada resolverá, mas pelo menos poderá ser um começo. É necessário varrer a camarilha mafiosa do poder, de todo e qualquer poder e, para que fique claro, não me refiro só a Sócratese e ao PS. O recado aplica-se a todos, com muito poucas excepções.
"...Os "trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional ou municipal" era o texto original da proposta de lei do Orçamento, ao qual o PS acrescentou hoje a expressão "com as adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial".
O texto não especifica que adaptações serão autorizadas, quem as autorizará nem o que constitui uma justicação de "natureza empresarial" válida...."in SiC online
Foi por isso com enorme desagrado que li hoje a notícia que o PS e o PSD, um mais escondido que o outro, aprovaram o regime de excepções aos cortes salariais na função pública. Para ser directo tal regime significa apenas isto, os mesmos de sempre pagam a crise, os outros, os que mais ganham, ficam a ver o filme. Justificação para isto, simples, eles são muito bons e se não lhes pagamos bem podem fugir.
O argumento agora invocado para justificar tal regime de excepção é exactamente o mesmo que sempre tem sido usado para justificar medidas similares.
O que pergunto é o seguinte. Se são assim tão bons, porque chegou o País ao ponto em que está? Mais, fogem para onde? O (ex) governador do banco de Portugal, o tal que previu coisa nenhuma, ganhava quando cá estava cerca de 250 000 euros por ano, quase o dobro que o presidente da reserva federal dos Estados Unidos e apenas os governadores dos bancos centrais de Hong-Kong e Itália auferiam mais do que Vítor Constâncio. Assumindo que os restantes membros da camarilha devem andar pelos mesmos referenciais em termos relativos, se lhes cortassem o salário para onde iriam eles? Isto para já não falarmos no que significa ser solidário.
O que está em causa neste momento com mais esta jogada é simples. A vergonha perdeu-se e, se ainda havia a esperança que tais comparsas fossem por esta vez capazes de mostrar honra e solidariedade com os seus compatriotas, esta esfumou-se. A máscara caiu, de vez!
Resta aos Portugueses mostrar do que são capazes e acreditar que mais vale pobre e com honra do que submisso...
A greve geral nada resolverá, mas pelo menos poderá ser um começo. É necessário varrer a camarilha mafiosa do poder, de todo e qualquer poder e, para que fique claro, não me refiro só a Sócratese e ao PS. O recado aplica-se a todos, com muito poucas excepções.
"...Os "trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional ou municipal" era o texto original da proposta de lei do Orçamento, ao qual o PS acrescentou hoje a expressão "com as adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial".
O texto não especifica que adaptações serão autorizadas, quem as autorizará nem o que constitui uma justicação de "natureza empresarial" válida...."in SiC online
23/01/2010
A Autonomia do Algarve
Desde já me confesso, para que não haja quaisquer dúvidas, sou contra qualquer autonomia no território Nacional, sendo como é óbvio assim, também contra a autonomia do Algarve. Mesmo relativamente às autonomias que todos nós conhecemos, Açores e Madeira, que têm por base as dificuldades levantadas pelo seu isolamento geográfico, eu sou contra.
Considero que o território nacional é uno e como tal assim deve ser tratado, quer isto dizer que não vejo por que razão um Madeirense deva ter mais direitos à Madeira do que eu, assim como o mesmo é verdade para um Nortenho em relação ao Algarve ou a qualquer outra região nacional.
O Estado deve providenciar os meios, para que todo o país se desenvolva de forma harmoniosa e sem a necessidade de recorrer a figuras como a da autonomia. Todos sabemos que na prática não é assim que acontece e, infelizmente, há zonas do país que são mais favorecidas do que outras, mas este é um problema diferente.
Repare-se que não sou contra que determinadas regiões tenham diferentes prioridades, que umas possam investir mais no ensino, outras na cultura e ainda outras mais na agricultura. Sou totalmente a favor que cada região faça o que bem entender fazer com a dotação orçamental que lhe é dada e, se quiserem chamar a essa liberdade de escolher onde investir, autonomia, então tudo bem serei assim a favor, mas só nesse ponto.
O que já não gosto é que por trás destas vontades autonómicas escondem-se quase sempre a vontade de alguns em tornar o seu quintal independente e ganhar poder, com isso, eu já não concordo.
Vem tudo isto a propósito do post do Paulo Silva (por quem tenho grande apreço), no seu Penedo, em que faz a apologia da autonomia do Algarve como forma de combater males como a segurança, o desemprego, a saúde etc. Além de achar não ser a autonomia a panaceia para tantos males. Vejo mais uma vez na argumentação do Paulo, a ideia que muitos outros perfilham, “desde que o meu pedaço esteja bem o resto que se lixe”.
Portugal é um país pequeno, tem leis de sobra para controlar tudo e mais alguma coisa, só precisa é de ter juízo.
Por mim e vez da Autonomia do Algarve, proponho uma outra medida muito mais singela:
Revisão da Constituição com introdução da obrigatoriedade do voto. Criação em simultâneo da figura do voto de protesto com efeito directo no número de lugares na assembleia da república. O número de lugares disponíveis no parlamento, a serem ocupados pelos deputados eleitos, seria inversamente proporcional ao número de votos de protesto, sendo o corte de lugares mais pronunciado nos partidos com a maior representação parlamentar.
Veriam como tudo se resolvia.
Considero que o território nacional é uno e como tal assim deve ser tratado, quer isto dizer que não vejo por que razão um Madeirense deva ter mais direitos à Madeira do que eu, assim como o mesmo é verdade para um Nortenho em relação ao Algarve ou a qualquer outra região nacional.
O Estado deve providenciar os meios, para que todo o país se desenvolva de forma harmoniosa e sem a necessidade de recorrer a figuras como a da autonomia. Todos sabemos que na prática não é assim que acontece e, infelizmente, há zonas do país que são mais favorecidas do que outras, mas este é um problema diferente.
Repare-se que não sou contra que determinadas regiões tenham diferentes prioridades, que umas possam investir mais no ensino, outras na cultura e ainda outras mais na agricultura. Sou totalmente a favor que cada região faça o que bem entender fazer com a dotação orçamental que lhe é dada e, se quiserem chamar a essa liberdade de escolher onde investir, autonomia, então tudo bem serei assim a favor, mas só nesse ponto.
O que já não gosto é que por trás destas vontades autonómicas escondem-se quase sempre a vontade de alguns em tornar o seu quintal independente e ganhar poder, com isso, eu já não concordo.
Vem tudo isto a propósito do post do Paulo Silva (por quem tenho grande apreço), no seu Penedo, em que faz a apologia da autonomia do Algarve como forma de combater males como a segurança, o desemprego, a saúde etc. Além de achar não ser a autonomia a panaceia para tantos males. Vejo mais uma vez na argumentação do Paulo, a ideia que muitos outros perfilham, “desde que o meu pedaço esteja bem o resto que se lixe”.
Portugal é um país pequeno, tem leis de sobra para controlar tudo e mais alguma coisa, só precisa é de ter juízo.
Por mim e vez da Autonomia do Algarve, proponho uma outra medida muito mais singela:
Revisão da Constituição com introdução da obrigatoriedade do voto. Criação em simultâneo da figura do voto de protesto com efeito directo no número de lugares na assembleia da república. O número de lugares disponíveis no parlamento, a serem ocupados pelos deputados eleitos, seria inversamente proporcional ao número de votos de protesto, sendo o corte de lugares mais pronunciado nos partidos com a maior representação parlamentar.
Veriam como tudo se resolvia.
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