Hesitei bastante se devia ou não escrever este post. Mas após reflectir profundamente sobre o assunto, achei que não deveria deixar que tabus se estabelecessem nesta estação.
De facto este não é um post mas sim um “tri-post”, ou seja um post dividido em três partes, como o próprio nome indica.
A primeira parte é para dar a conhecer aos mais novos ou aos mais esquecidos, o rio subterrâneo que corre por baixo de Messines.
Nem sempre assim foi, ainda há não muito tempo este rio corria livremente a céu aberto, surgia um pouco antes do local onde hoje se encontra o Café dos Caçadores, passando à esquerda da rotunda e continuava rua António Aleixo abaixo até ligar-se ao ribeiro meirinho.
Este nosso rio, conhecido por Barranco, não era assim um rio de grande caudal, era bem mais um riacho, embora neste caso a comparação só seja possível devido ao pequeno caudal que apresentava. Pois quanto ao aspecto cristalino das águas que nele corriam, nem vale a pena comparar. As do nosso riacho eram bem mais escuras e delas emanava um cheiro nem sempre agradável.Apesar de todo o mau aspecto que relatei, o barranco não deixou de desempenhar um papel relevante no dia-a-dia de todos os messinenses.
Não foram poucos os que nele resolveram tomar banho. Uns impelidos por manifesto acidente, outros por não se encontrarem em total controlo das suas capacidades (leia-se vinho a mais) e ainda outros pela simples curiosidade.
O Barranco foi finalmente coberto pouco tempo após o 25 de Abril. Obra do Sr. Gregório, avô do meu amigo Joaquim, do Vasco e do Nuno, que resolveu dinamizar a população para tão importante obra.
É verdade, o barranco foi fechado pela população que se juntou e trabalhou para o fazer. Escusado será dizer que estávamos em pleno PREC, altura onde tudo era possível e a generosidade e solidariedade com o próximo estavam no seu máximo.
A segunda parte é para dar a conhecer que pouco tempo antes do 25 de Abril, Messines foi ameaçado por um ataque de pára-quedistas.
Estou a brincar. Não fomos nada ameaçados, a história é curta, embora polémica, e é pouco aquilo que sei sobre a mesma, apenas lembranças vagas. No entanto vou deixar aqui o que tenho na memória. Mais uma vez correcções, precisões ou mesmo relatos da história são bem-vindos.
Foi organizado em Messines um movimento que pretenderia levar à construção na vila de umas piscinas. Penso que a liderar tal movimento estaria o Sr. Francisco Vargas Mogo, nosso ilustre conterrâneo já falecido. Esse movimento levou à realização de uma festa importante na vila, dizia-se na altura que fomos até visitados pelo ministro do interior de Marcelo Caetano, Gonçalves Rapazote, embora eu confesso, não sei ao certo se isto é ou não verdade. O que me lembro, e é muito pouco, foi que no dia da festa, os pára-quedistas, que supostamente saltariam sobre a vila foram impedidos de o fazer, pelo vento que então se fazia sentir. O resto já todos sabem, nem os pára-quedistas saltaram nem as piscinas se construíram.
Por último, a terceira parte diz respeito ao chamado choque tecnológico, que todos pensam ter sido implementado pelo governo de José Sócrates, o anterior, este já se viu que nada vai fazer. Lamento dizer, mas tal não é verdade, o dito choque tecnológico ocorreu muito tempo antes em Messines. A história é complicada de contar, até porque tal como 99.9999% dos Messinenses eu também não me encontrava na vila nessa altura. Não vou por isso alongar-me com pormenores sobre o assunto, até por que não os sei, mas parece que o dito choque metia uns exames radiológicos efectuados via satélite. Tal coisa nunca antes vista em lado algum, constituiu um verdadeiro choque, mais moral que tecnológico, diga-se, embora e até para repor a verdade dos factos, existam relatos que semelhante tecnologia foi também anteriormente testada em Loures.
05/12/2009
O que ando a ouvir: Xutos-Mãe
Esta foi uma das primeiras músicas dos Xutos que me foi dada a conhecer, ainda estes não eram gente famosa.
Um Bocadinho da Nossa História: Ainda a Sociedade
Obedecendo mais uma vez às regras da casa, resolvi passar também este comentário do ACarrasqueiro a post.
“Amigo CCor.
Vou puxar dos meus galões, também fui campeão Algarvio de Xadrez de Juniores, sendo eu (Júnior) e o Barradas (Juvenil) os representantes do Algarve, num memorável Nacional de Xadrez em Portalegre.
Relembrar também as matinés de Domingo na sociedade, com os Djs de serviço Chico Sousa e moi méme.
...As matinés dos anos 80 foram obra de dois putos e uma boa fonte de rendimento para a Sociedade. Ainda me lembro o difícil que foi convencer o Fernando Fúria (pai do Manaca) e os restantes membros da direcção a permitir que se realizassem Felizmente foram um sucesso, onde apareciam com frequência pessoal de Silves, Albufeira, etc.
Havia no entanto uma regra, ninguém podia beber na sala por causa do chão de madeira, claro excepto eu e o Xicom, que tínhamos as garrafas escondidas na sala.” ACarrasqueiro.
Obrigado pelo comentário amigo Carrasqueiro. Adorei a alcunha dada ao Fernando (pai do Manaca), “Fernando Fúria”, quem o conhece sabe que não seria possível ter escolhido melhor.
Mil perdões pela falta cometida, “Suum cuique tribuere”. Já não me lembrava dessa tua actividade de DJ, tua e do Chico Sousa.
Devo acrescentar que no particular do xadrez, o máximo a que cheguei foi um nono lugar, salvo o erro, num campeonato a nível local. Embora pareça modesta a minha prestação, foi obtida em circunstâncias muito complicadas (assim do tipo das que Benfica teve que enfrentar quando recentemente se deslocou ao batatal de Alvalade).
Em primeiro lugar tive que defrontar alguns pesos pesados da altura e acreditem que havia bastantes. Em segundo quando me preparava para assaltar o sétimo posto fui cobardemente sabotado e só assim me derrotaram.
“Amigo CCor.
Vou puxar dos meus galões, também fui campeão Algarvio de Xadrez de Juniores, sendo eu (Júnior) e o Barradas (Juvenil) os representantes do Algarve, num memorável Nacional de Xadrez em Portalegre.
Relembrar também as matinés de Domingo na sociedade, com os Djs de serviço Chico Sousa e moi méme.
...As matinés dos anos 80 foram obra de dois putos e uma boa fonte de rendimento para a Sociedade. Ainda me lembro o difícil que foi convencer o Fernando Fúria (pai do Manaca) e os restantes membros da direcção a permitir que se realizassem Felizmente foram um sucesso, onde apareciam com frequência pessoal de Silves, Albufeira, etc.
Havia no entanto uma regra, ninguém podia beber na sala por causa do chão de madeira, claro excepto eu e o Xicom, que tínhamos as garrafas escondidas na sala.” ACarrasqueiro.
Obrigado pelo comentário amigo Carrasqueiro. Adorei a alcunha dada ao Fernando (pai do Manaca), “Fernando Fúria”, quem o conhece sabe que não seria possível ter escolhido melhor.
Mil perdões pela falta cometida, “Suum cuique tribuere”. Já não me lembrava dessa tua actividade de DJ, tua e do Chico Sousa.
Devo acrescentar que no particular do xadrez, o máximo a que cheguei foi um nono lugar, salvo o erro, num campeonato a nível local. Embora pareça modesta a minha prestação, foi obtida em circunstâncias muito complicadas (assim do tipo das que Benfica teve que enfrentar quando recentemente se deslocou ao batatal de Alvalade).
Em primeiro lugar tive que defrontar alguns pesos pesados da altura e acreditem que havia bastantes. Em segundo quando me preparava para assaltar o sétimo posto fui cobardemente sabotado e só assim me derrotaram.
04/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense (Cont.)
"Sempre que aqui venho aprendo inúmeras coisas sobre a nossa vila.
Da sociedade guardo as minhas memórias do grupo de dança moderna do qual fiz parte, mais uma data de raparigas e alguns rapazes, na década de 90. A nossa professora era a Mónica. Desenvolveu um bom trabalho, e era muito dedicada. O grupo ainda durou uns anitos. Bons tempos.
Hoje em dia está a ser arranjada e remodelada. Vamos ver como fica depois da intervenção que tem sido feita. Depois é questão de ir passando por lá e participar nas actividades que a actual direcção há-de promover, e presumo que quem quiser até pode propor as suas ideias que por certo não cairão em saco roto." comentário de Tânia Mealha
Antes de mais, o meu obrigado à Tânia pelo seu comentário.
Mais uma vez e cumprindo a regra da casa, achei por bem passar este comentário à categoria de Post e, aproveitando a deixa, proponho desde já uma ideia que a Sociedade poderá, em princípio, cumprir.
Penso fazer falta em Messines uma Biblioteca. Atenção que não falo de uma sala cheia de livros, para isso mais vale estarem quietos. Uma Biblioteca é muito mais do que isso. Terá de ser um espaço que tenha obviamente livros, que as pessoas possam requisitar e levar para casa por uns dias, mas que dê também acesso a uma videoteca, a computadores e à internet. Que dê formação aos mais infoexcluídos e os ajude a entrar neste mundo novo da web, que dinamize actividades de discussão de vários temas e cursos. A Sociedade poderia cumprir perfeitamente este papel virando-se para um público-alvo mais adulto e que é muitas vezes esquecido.
PS-Também sei que ideias há muitas, mas dinheiro para as concretizar é que há pouco.
Da sociedade guardo as minhas memórias do grupo de dança moderna do qual fiz parte, mais uma data de raparigas e alguns rapazes, na década de 90. A nossa professora era a Mónica. Desenvolveu um bom trabalho, e era muito dedicada. O grupo ainda durou uns anitos. Bons tempos.
Hoje em dia está a ser arranjada e remodelada. Vamos ver como fica depois da intervenção que tem sido feita. Depois é questão de ir passando por lá e participar nas actividades que a actual direcção há-de promover, e presumo que quem quiser até pode propor as suas ideias que por certo não cairão em saco roto." comentário de Tânia Mealha
Antes de mais, o meu obrigado à Tânia pelo seu comentário.
Mais uma vez e cumprindo a regra da casa, achei por bem passar este comentário à categoria de Post e, aproveitando a deixa, proponho desde já uma ideia que a Sociedade poderá, em princípio, cumprir.
Penso fazer falta em Messines uma Biblioteca. Atenção que não falo de uma sala cheia de livros, para isso mais vale estarem quietos. Uma Biblioteca é muito mais do que isso. Terá de ser um espaço que tenha obviamente livros, que as pessoas possam requisitar e levar para casa por uns dias, mas que dê também acesso a uma videoteca, a computadores e à internet. Que dê formação aos mais infoexcluídos e os ajude a entrar neste mundo novo da web, que dinamize actividades de discussão de vários temas e cursos. A Sociedade poderia cumprir perfeitamente este papel virando-se para um público-alvo mais adulto e que é muitas vezes esquecido.
PS-Também sei que ideias há muitas, mas dinheiro para as concretizar é que há pouco.
03/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Grupo de Baile-patchouly.
Aproveitando o post da Sociedade lembrei-me de colocar aqui esta que já não ouvia faz tempo.
Um Bocadinho da Nossa História: A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense
Passei há pouco tempo pela Sociedade de Messines, pareceu-me estar em suave abandono, sinal dos tempos e da competição que é agora muito mais feroz. Será certamente difícil para a velha Sociedade fazer frente a estes novos tempos.
Mas nem sempre assim foi. Durante as décadas de 70 e 80 a Sociedade foi claramente o ponto de encontro em Messines, quer para os novos quer para os mais velhos. Era ali que se ia para ler o jornal (A Bola, o Diário de Notícias entre outros), ou para jogar bilhar, damas, cartas ou ainda simplesmente para beber o café e dar dois dedos de conversa.
Além de tudo o que acabo de referir a Sociedade foi ainda capaz de acolher o núcleo de xadrez de Messines, criado pelo José António Gonçalves (Zé Tó) e amigos da altura. Bastante activo, o núcleo de xadrez conseguiu dar a Messines vários campeonatos distritais, com especial destaque para o Luís Barradas que foi campeão distrital de juvenis por três vezes.
Além do xadrez a Sociedade deu ainda a muitos a oportunidade de praticar Luta Amadora e de ter acesso a uma pequena mas útil biblioteca.
Um outro ponto alto da actividade desenvolvida pela Sociedade eram os seus bailes. Normalmente efectuados ao fim de semana ou por altura de ocasiões festivas e abrilhantados por alguns grupos musicais, entre eles o do Messinense António Varela (aka Cantor Fantasma), eram sempre um acontecimento esperado e devidamente celebrado.
Para recordar aqui fica uma das músicas mais tocadas e esperadas.
Mas nem sempre assim foi. Durante as décadas de 70 e 80 a Sociedade foi claramente o ponto de encontro em Messines, quer para os novos quer para os mais velhos. Era ali que se ia para ler o jornal (A Bola, o Diário de Notícias entre outros), ou para jogar bilhar, damas, cartas ou ainda simplesmente para beber o café e dar dois dedos de conversa.
Além de tudo o que acabo de referir a Sociedade foi ainda capaz de acolher o núcleo de xadrez de Messines, criado pelo José António Gonçalves (Zé Tó) e amigos da altura. Bastante activo, o núcleo de xadrez conseguiu dar a Messines vários campeonatos distritais, com especial destaque para o Luís Barradas que foi campeão distrital de juvenis por três vezes.
Além do xadrez a Sociedade deu ainda a muitos a oportunidade de praticar Luta Amadora e de ter acesso a uma pequena mas útil biblioteca.
Um outro ponto alto da actividade desenvolvida pela Sociedade eram os seus bailes. Normalmente efectuados ao fim de semana ou por altura de ocasiões festivas e abrilhantados por alguns grupos musicais, entre eles o do Messinense António Varela (aka Cantor Fantasma), eram sempre um acontecimento esperado e devidamente celebrado.
Para recordar aqui fica uma das músicas mais tocadas e esperadas.
Valerá a pena pensar nisto?
Cardeal diz que "homossexuais nunca entrarão no reino dos céus"
(in Expresso online)
Pronto fechou-se a porta do céu.
Que fará agora a igreja a todos os homossexuais que alberga no seu seio?
O Bolinhas, após ter ouvido isto, ficou com o pêlo eriçado e a rosnar.
(in Expresso online)
Pronto fechou-se a porta do céu.
Que fará agora a igreja a todos os homossexuais que alberga no seu seio?
O Bolinhas, após ter ouvido isto, ficou com o pêlo eriçado e a rosnar.
01/12/2009
A Ciência por quem a faz: A Luz e as Moléculas (Cont.)
Já aqui foi referido anteriormente (ver A luz e as Moléculas) que absorção selectiva de luz por moléculas orgânicas leva a que estas passem a existir durante algum tempo num estado excitado. Importa agora precisar um pouco melhor algumas das características deste estado excitado (de maior energia que o estado fundamental, aquele em que as moléculas normalmente se encontram).
Na realidade o estado excitado da molécula, criado após esta ter absorvido luz, pode assumir duas características completamente distintas, consoante o arranjo assumido por uma propriedade quântica (o spin) dos electrões envolvidos na transição do estado fundamental para o estado excitado.
O chamado spin pode, no caso dos electrões, assumir dois valores distintos +1/2 e -1/2. Se os electrões assumirem o mesmo valor dizem-se emparelhados e o estado excitado diz-se tripleto, caso contrário, com os electrões com spin antiparalelo (valor oposto) o estado diz-se singleto.
A desactivação do estado excitado da molécula para o seu estado fundamental é completamente diferente consoante o carácter singleto ou tripleto do estado envolvido. Para uma configuração singleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem do nanosegundo (0.000 000 001 s) e à luz emitida durante a desactivação dá-se o nome de fluorescência. Já para uma configuração de tripleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem de microsegundo ou mesmo segundos e à luz emitida dá-se o nome de fosforescência.
Na realidade o estado excitado da molécula, criado após esta ter absorvido luz, pode assumir duas características completamente distintas, consoante o arranjo assumido por uma propriedade quântica (o spin) dos electrões envolvidos na transição do estado fundamental para o estado excitado.
O chamado spin pode, no caso dos electrões, assumir dois valores distintos +1/2 e -1/2. Se os electrões assumirem o mesmo valor dizem-se emparelhados e o estado excitado diz-se tripleto, caso contrário, com os electrões com spin antiparalelo (valor oposto) o estado diz-se singleto.
A desactivação do estado excitado da molécula para o seu estado fundamental é completamente diferente consoante o carácter singleto ou tripleto do estado envolvido. Para uma configuração singleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem do nanosegundo (0.000 000 001 s) e à luz emitida durante a desactivação dá-se o nome de fluorescência. Já para uma configuração de tripleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem de microsegundo ou mesmo segundos e à luz emitida dá-se o nome de fosforescência.
Um Bocadinho da Nossa História:Miguel de Vasconcelos e Brito, O Defenestrado
Faz hoje 369 anos que Miguel de Vasconcelos e Brito foi defenestrado (adoro esta palavra). Com a defenestração do traidor (lançado por uma janela), após ter sido descoberto, escondido dentro de um armário, foi anunciado o sucesso da revolta que levou à restauração da independência de Portugal.
O feriado de hoje celebra exactamente este feito.
O feriado de hoje celebra exactamente este feito.
(Defenestração de Miguel de Vasconcelos)
Por que razão não quis o Benfica ganhar o jogo contra o Sporting.
Basta estar atento para descobrir. Um homem não pode negar o que lhe vai no coração.
A prática desportiva em Messines
Pelos meus dezasseis anos e após Portugal ter atravessado o 25 de Abril, o PREC e o 25 de Novembro, com tudo o que isso pode acarretar em termos de organização de um País. Eu contabilizava já como praticante mais ou menos assíduo as seguintes modalidades desportivas: Futebol de onze, Futebol de Salão, Judo, Luta Amadora, Ginástica Desportiva, Atletismo, Basquetebol e Xadrez.
Poderão dizer-me que nem todas essas modalidades foram devidamente organizadas, orientadas por monitores correctamente formados etc. Direi que tal é de facto verdade, no entanto, poderei também contrapor que todas foram efectuadas em Messines e sem que os meus pais gastassem um tostão que fosse.
Não sei ao certo como está a situação a este respeito com os jovens de hoje em Messines. Mas parece-me que não melhorou, pelo contrário e, a avaliar pelo que me foi dito, parece estar bem pior. Isto apesar de Messines ter dois pavilhões desportivos à sua disposição.
Um aspecto a rever agora que um novo ciclo se inicia. Os pavilhões já existem, talvez seja a altura para investir no capital humano, contratando monitores em qualidade e quantidade suficiente.
Poderão dizer-me que nem todas essas modalidades foram devidamente organizadas, orientadas por monitores correctamente formados etc. Direi que tal é de facto verdade, no entanto, poderei também contrapor que todas foram efectuadas em Messines e sem que os meus pais gastassem um tostão que fosse.
Não sei ao certo como está a situação a este respeito com os jovens de hoje em Messines. Mas parece-me que não melhorou, pelo contrário e, a avaliar pelo que me foi dito, parece estar bem pior. Isto apesar de Messines ter dois pavilhões desportivos à sua disposição.
Um aspecto a rever agora que um novo ciclo se inicia. Os pavilhões já existem, talvez seja a altura para investir no capital humano, contratando monitores em qualidade e quantidade suficiente.
29/11/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Arte & Ofício em Messines.
Esta é mesmo só para os “connaisseures”. Para os Messinenses de forte têmpera. É com estas que se distinguem os meninos dos homens, os mais jovens dos menos jovens.
Não acredito que muitos dos que aqui vêm tenham presenciado ou até mesmo recordem este episódio. Eu lembro-me bem. Embora com muita pena minha não tenha podido assistir. Com o argumento da minha tenra idade, fui impedido pelos meus pais, à última da hora, de participar neste evento memorável. Recordo-me no entanto de passar de carro, junto ao Teófilo, na rua que hoje e já naquela altura, liga a igreja ao jardim João de Deus e ver este grupo de Portuenses à espera de actuar.
Haverá por aí alguém suficientemente corajoso para recordar o momento. Não sei quem organizou o espectáculo (por certo devem ter acontecido peripécias engraçadas). Portugal e Messines tinha acabado de sair do 25 de Abril de 1974, estávamos em pleno PREC e não deve ter sido fácil, naquele tempo e naquela conjuntura, levar a cabo tal tarefa. Ainda hoje não é todos os dias que se vê, em Messines, um concerto destes.
Para os envolvidos na organização do evento o meu aplauso. Vocês são também intrépidos messinenses.
Não acredito que muitos dos que aqui vêm tenham presenciado ou até mesmo recordem este episódio. Eu lembro-me bem. Embora com muita pena minha não tenha podido assistir. Com o argumento da minha tenra idade, fui impedido pelos meus pais, à última da hora, de participar neste evento memorável. Recordo-me no entanto de passar de carro, junto ao Teófilo, na rua que hoje e já naquela altura, liga a igreja ao jardim João de Deus e ver este grupo de Portuenses à espera de actuar.
Haverá por aí alguém suficientemente corajoso para recordar o momento. Não sei quem organizou o espectáculo (por certo devem ter acontecido peripécias engraçadas). Portugal e Messines tinha acabado de sair do 25 de Abril de 1974, estávamos em pleno PREC e não deve ter sido fácil, naquele tempo e naquela conjuntura, levar a cabo tal tarefa. Ainda hoje não é todos os dias que se vê, em Messines, um concerto destes.
Para os envolvidos na organização do evento o meu aplauso. Vocês são também intrépidos messinenses.
As Ovelhas do Eliseu
O Bolinhas pediu e eu acedi.
Acho que é justo. Pois se o Eliseu nos paga a net em troca de cuidarmos das bichas. Se ele até nos deu o laptop. Por que não, em troca, mostrar no blog, aquelas a quem, em última análise, tudo isto se deve.
Faça-se então justiça.
Como podem ver também elas, como não podia deixar de ser, apoiam o Benfica.
A Bem da Nação.
PS-O Bolinhas manda dizer: Jogo fraquinho o de ontem. Melhor o resultado para nós do que para o Sporting. É sempre difícil jogar contra estas equipas pequenas, que agora aprenderam que a melhor maneira para tentar sacar um empate ao Benfica é estragar o relvado e atafulhar o meio campo com jogadores.
Acho que é justo. Pois se o Eliseu nos paga a net em troca de cuidarmos das bichas. Se ele até nos deu o laptop. Por que não, em troca, mostrar no blog, aquelas a quem, em última análise, tudo isto se deve.
Faça-se então justiça.
(As ovelhas do Eliseu)
Como podem ver também elas, como não podia deixar de ser, apoiam o Benfica.
A Bem da Nação.
PS-O Bolinhas manda dizer: Jogo fraquinho o de ontem. Melhor o resultado para nós do que para o Sporting. É sempre difícil jogar contra estas equipas pequenas, que agora aprenderam que a melhor maneira para tentar sacar um empate ao Benfica é estragar o relvado e atafulhar o meio campo com jogadores.
Dos livros que eu Gosto: O Banqueiro Anarquista
“...O que eu quero dizer é que entre as minhas teorias e a prática da minha vida não há divergência nenhuma, mas uma conformidade absoluta. Lá que não tenho uma vida como a dos tipo dos sindicatos e das bombas isso é verdade. Mas é a vida deles que está fora do anarquismo, fora dos ideais deles. A minha não. Em mim sim, em mim, banqueiro, grande comerciante, açambarcador se V. quiser , em mim a teoria e a prática do anarquismo estão conjuntas e ambas certas. V. comparou-me a esses parvos dos sindicatos e das bombas para indicar que sou diferente deles. Sou, mas a diferença é esta: eles (sim, eles e não eu) são anarquistas só na teoria; eu sou-o na teoria e na prática. Eles são anarquistas e estúpidos, eu anarquista e inteligente.
Isto é, meu velho, eu é que sou o verdadeiro anarquista. Eles os dos sindicatos e das bombas (eu também lá estive e saí de lá exatamente pelo meu verdadeiro anarquismo) eles são o lixo do anarquismo, os fêmeas da grande doutrina libertária..”.
(Fernando Pessoa in O Banqueiro Anarquista)
Isto é, meu velho, eu é que sou o verdadeiro anarquista. Eles os dos sindicatos e das bombas (eu também lá estive e saí de lá exatamente pelo meu verdadeiro anarquismo) eles são o lixo do anarquismo, os fêmeas da grande doutrina libertária..”.
(Fernando Pessoa in O Banqueiro Anarquista)
A Ciência por quem a faz: A Luz e as Moléculas
Para além do espalhamento da luz por partículas em suspensão na atmosfera terrestre, já referido em textos anteriores, existem outras formas de interacção entre luz e matéria. Uma delas, a que vamos agora começar a abordar, dá-se a um nível bem mais profundo e envolve as moléculas que formam os materiais que nos rodeiam (incluindo nós próprios).As moléculas orgânicas (compostas por carbono), e que são por exemplo a base da vida, apresentam absorção selectiva da luz. Quer isto dizer que se fizermos incidir luz branca num dado composto orgânico, algumas das cores que a compõem serão absorvidas, umas mais e outras menos, enquanto outras ainda passarão pelo mesmo material sem serem afectadas.
O fenómeno dá-se devido à interacção da luz com os electrões que constituem essas moléculas.
Após a absorção de luz, a molécula passa para o que se chama um estado excitado, este palavrão significa apenas que a molécula apresenta agora um novo arranjo dos electrões que a formam.
O chamado estado excitado, por ser de maior energia que o estado normal em que as moléculas se apresentam, não é estável e tem um tempo de vida muito limitado. Normalmente na ordem do nanosegundo (0.000 000 001 segundo).
O retorno ao estado mais estável da molécula (diz-se estado fundamental) dá-se pela emissão de luz com cor diferente daquela que foi absorvida e é frequentemente acompanhado da libertação de calor. É desta forma que a molécula liberta a energia absorvida.
A água tónica permite dar um bom exemplo do que acabo de descrever. Esta bebida quando exposta a luz ultravioleta, aquela que se usa por exemplo em discotecas e a que chamávamos luz negra, emite uma luz de cor azulada devido ao quinino que contem.
Mais interessante ainda, é o facto de as regiões onde a luz é absorvida e emitida, como também os tempos de vida dos estados excitados criados, conterem abundante informação, quer sobre as moléculas em si mesmas quer sobre as suas interacções com o meio que as rodeia.
Para acedermos a esse conhecimento é necessário que saibamos ler e descodificar a informação ali escondida.
28/11/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Jorge Palma em Messines
Estávamos em meados da década de 90. Abria o Barlavento em Messines, excelente nome para um bar, diga-se de passagem. Idealizado e criado por mais uma messinense que ousou fazer algo, este Barlavento era bem mais do que um simples bar. Foi pensado mais como um projecto cultural e, englobava galeria de pintura, pretendia atrair a Messines espectáculos de música ao vivo com alguns grupos de qualidade comprovada.
Hoje todos sabemos, não vingou e é pena.
Tive no entanto a oportunidade de ter assistido a um espectáculo de Jorge Palma ali realizado. Só por esse momento já valeu a pena o esforço da Anabela Lourenço, também ela a merecer o epíteto de intrépida messinense.
Hoje todos sabemos, não vingou e é pena.
Tive no entanto a oportunidade de ter assistido a um espectáculo de Jorge Palma ali realizado. Só por esse momento já valeu a pena o esforço da Anabela Lourenço, também ela a merecer o epíteto de intrépida messinense.
O que ando a ouvir: Jorge Palma-A Gente Vai Continuar
Como não podia deixar de ser, Jorge Palma, tinha que aqui ter lugar.
Da Representação Humana da Natureza:Porque surgem brancas, as nuvens escuras, quando observadas de um avião que as sobrevoa?
Já todos observaram nuvens escuras em dias em que a chuva se avizinha. Pois bem as nuvens, aglomerados de gotículas de água em suspensão, aparecem escuras quando vistas da terra, mas se observadas pela parte de cima, quando se viaja de avião por exemplo, já surgem de cor branca.
Tudo se deve ao modo como a luz do sol é desviada. As nuvens são formadas por pequenas gotículas com vários tamanhos e que espalharão a luz de forma diferente. Para quem observa a nuvem de baixo para cima, quanto mais densa esta for, menor será a intensidade da luz que a atravessa e, como tal, a nuvem torna-se escura quando vista da terra, simplesmente há menos luz do sol a chegar até nós.
Já para quem a observa de cima para baixo, quando a estamos a sobrevoar, o relevante é a intensidade da luz que é desviada na nossa direcção.
Como consequência das diferentes dimensões das gotículas em suspensão, todas as cores que compõem a luz acabam por ser igualmente afectadas, o resultado que nos chega é uma mistura de cores, a cor branca.
Tudo se deve ao modo como a luz do sol é desviada. As nuvens são formadas por pequenas gotículas com vários tamanhos e que espalharão a luz de forma diferente. Para quem observa a nuvem de baixo para cima, quanto mais densa esta for, menor será a intensidade da luz que a atravessa e, como tal, a nuvem torna-se escura quando vista da terra, simplesmente há menos luz do sol a chegar até nós.
Já para quem a observa de cima para baixo, quando a estamos a sobrevoar, o relevante é a intensidade da luz que é desviada na nossa direcção.
Como consequência das diferentes dimensões das gotículas em suspensão, todas as cores que compõem a luz acabam por ser igualmente afectadas, o resultado que nos chega é uma mistura de cores, a cor branca.
(O céu sobre Messines)
27/11/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Como o Benfica, um dia recusou ser devorado no covil do leão.
Corria a época de 1993/94, os sportinguistas andavam entusiasmados, cheios de Fé, pensavam, legitimamente, ser aquele o seu ano.
Lembro-me bem de estar na esplanada do trópico, isto na sexta-feira antes do jogo e, ver passar alguém a buzinar ferozmente o carro e acenando com o cachecol leonino. Os leões festejavam antecipadamente. Nós os benfiquistas preparavamo-nos, quais cordeiros, para sermos devorados.
No dia do jogo aos 10 minutos, a equipa do Benfica perdendo por um era já brindada com Olés!!! O festim estava preparado e tudo corria como previsto.
Só que depois...., bem depois entrou em cena o verdadeiro benfica, o mesmo que eu espero volte a aparecer em alvalade este fim-de-semana.
Lembro-me bem de estar na esplanada do trópico, isto na sexta-feira antes do jogo e, ver passar alguém a buzinar ferozmente o carro e acenando com o cachecol leonino. Os leões festejavam antecipadamente. Nós os benfiquistas preparavamo-nos, quais cordeiros, para sermos devorados.
No dia do jogo aos 10 minutos, a equipa do Benfica perdendo por um era já brindada com Olés!!! O festim estava preparado e tudo corria como previsto.
Só que depois...., bem depois entrou em cena o verdadeiro benfica, o mesmo que eu espero volte a aparecer em alvalade este fim-de-semana.
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