Para recordar, uma música e um dos grupos que mais marcou a minha adolescência e penso também a de muitos de vós.
12/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Como Eu, um dia fiz greve à escola.
Se a Dª Alice foi a professora do pré-25 de Abril, a Dª Natália foi a que fez a transição do antigo regime para os novos tempos e, continuou até eu sair da escola primária. Não me recordo de ver esta senhora bater em algum de nós, talvez o tenha feito e seja eu apenas que não me recordo. Guardo dela uma óptima imagem.
As mudanças na escola foram radicais. Em primeiro lugar as classes passaram a ser mistas, é isso mesmo, os mais novos talvez não saibam, mas antes do 25 de Abril não tínhamos cá misturas, havia salas para rapazes e salas para raparigas, tudo bem separado para não haver confusões e, até no recreio, nos tempos livres entre as aulas, estávamos separados.
O ensino antes rígido e bastante formal passou a obedecer a uma nova dinâmica. Foi colocada uma mesa central na sala e passámos a ser encorajados a levantarmo-nos para irmos buscar o material que fosse necessário. Penso que o objectivo seria o de estimular a independência de cada um, mas continuava a existir, vindo da influência do antigo regime, um enorme respeito pelas professoras (pelo menos ao nível da escola primária). Sou da opinião que esse respeito e disciplina têm claramente de existir se queremos chegar a algum lado no ensino.
Nos outros níveis de ensino, o período do PREC foi muito mais conturbado, foi o tempo das RGAs (Reunião Geral de Alunos), o tempo do saneamento dos professores, o tempo em que alunos passaram a professores quase de um dia para o outro etc. (haverá neste período, estou certo, bastantes histórias engraçadas para contar). Enfim foi o tempo em que se destruiu quase tudo o que o antigo sistema tinha construído, quer aquilo que tinha de mau, e era muito, quer o que tinha de bom, como por exemplo um ensino profissional de muito boa qualidade. Ainda hoje, passados 35 anos, penso não termos recuperado de tal devaneio.
Para terminar deixem que recorde apenas mais este episódio engraçado. Levados pelo que se ouvia dizer aos irmãos mais velhos, (os estudantes em Silves faziam greves quase diariamente), também nós um dia delineamos a nossa greve na escola primária. Penso que o movimento foi liderado pelo Fialho, o mais novo e que já não vejo há bastante tempo, lembro-me até de ter achado aquilo um pouco ridículo, mas naquela altura a questão do ridículo claramente não se colocava.
A dita greve começou pela manhã, deveríamos ter entrado nas aulas às 9 em ponto e passados cerca de 15 minutos (penso eu) ainda brincávamos alegremente no recreio, situado na parte de trás da escola. Estávamos finalmente, também nós, em greve e gritávamos: Greve, Greve! Foi nesse momento que a porta de trás se abriu, apareceram as professoras e disseram “meninos, para dentro!”. A nossa greve tinha terminado. Fora breve, mas participada.
As mudanças na escola foram radicais. Em primeiro lugar as classes passaram a ser mistas, é isso mesmo, os mais novos talvez não saibam, mas antes do 25 de Abril não tínhamos cá misturas, havia salas para rapazes e salas para raparigas, tudo bem separado para não haver confusões e, até no recreio, nos tempos livres entre as aulas, estávamos separados.
O ensino antes rígido e bastante formal passou a obedecer a uma nova dinâmica. Foi colocada uma mesa central na sala e passámos a ser encorajados a levantarmo-nos para irmos buscar o material que fosse necessário. Penso que o objectivo seria o de estimular a independência de cada um, mas continuava a existir, vindo da influência do antigo regime, um enorme respeito pelas professoras (pelo menos ao nível da escola primária). Sou da opinião que esse respeito e disciplina têm claramente de existir se queremos chegar a algum lado no ensino.
Nos outros níveis de ensino, o período do PREC foi muito mais conturbado, foi o tempo das RGAs (Reunião Geral de Alunos), o tempo do saneamento dos professores, o tempo em que alunos passaram a professores quase de um dia para o outro etc. (haverá neste período, estou certo, bastantes histórias engraçadas para contar). Enfim foi o tempo em que se destruiu quase tudo o que o antigo sistema tinha construído, quer aquilo que tinha de mau, e era muito, quer o que tinha de bom, como por exemplo um ensino profissional de muito boa qualidade. Ainda hoje, passados 35 anos, penso não termos recuperado de tal devaneio.
Para terminar deixem que recorde apenas mais este episódio engraçado. Levados pelo que se ouvia dizer aos irmãos mais velhos, (os estudantes em Silves faziam greves quase diariamente), também nós um dia delineamos a nossa greve na escola primária. Penso que o movimento foi liderado pelo Fialho, o mais novo e que já não vejo há bastante tempo, lembro-me até de ter achado aquilo um pouco ridículo, mas naquela altura a questão do ridículo claramente não se colocava.
A dita greve começou pela manhã, deveríamos ter entrado nas aulas às 9 em ponto e passados cerca de 15 minutos (penso eu) ainda brincávamos alegremente no recreio, situado na parte de trás da escola. Estávamos finalmente, também nós, em greve e gritávamos: Greve, Greve! Foi nesse momento que a porta de trás se abriu, apareceram as professoras e disseram “meninos, para dentro!”. A nossa greve tinha terminado. Fora breve, mas participada.
Um Bocadinho da Nossa História: Ainda o Núcleo de xadrez da Sociedade de Messines
Acabo de descobrir um comentário de um leitor não identificado, que achei engraçadíssimo.
Aproveitando a prerrogativa do chefe da estação, decidi passá-lo à categoria de post. Faço-o essencialmente por duas razões, em primeiro lugar para fazer uma homenagem ao Vieirinha, também ele um campeão de xadrez messinense, em segundo lugar, para fazer notar que já vamos em três campeões de xadrez, o Luís Barradas, o Carrasqueiro e o Vieirinha, mostrando bem o sucesso alcançado pelo núcleo.
“Em má hora ensinei esse Carrasqueiro a jogar xadrez, tinha muito mau perder! O Vieirinha foi campeão nacional de juvenis e vice de juniores.” leitor não identificado
Aproveitando a prerrogativa do chefe da estação, decidi passá-lo à categoria de post. Faço-o essencialmente por duas razões, em primeiro lugar para fazer uma homenagem ao Vieirinha, também ele um campeão de xadrez messinense, em segundo lugar, para fazer notar que já vamos em três campeões de xadrez, o Luís Barradas, o Carrasqueiro e o Vieirinha, mostrando bem o sucesso alcançado pelo núcleo.
“Em má hora ensinei esse Carrasqueiro a jogar xadrez, tinha muito mau perder! O Vieirinha foi campeão nacional de juvenis e vice de juniores.” leitor não identificado
10/12/2009
As luzinhas de Natal.
Acabo de receber a notícia, via um email de um leitor interessado, a quem desde já agradeço, embora não o identifique pois não sei se ele quer que o faça. Messines lá recebeu a iluminação de Natal. Mas, pelo que parece, Messines só foi bafejado por esta dádiva natalícia porque protestou, mas não pensem que o protestar é 100% eficaz, não é! Podem por isso deixar-se estar sentados.
Como o dinheiro não abunda e está até cada vez mais escasso, enquanto Silves recebeu as novas luzinhas, Messines ficou com as já usadas. É assim como se faz com os brinquedos dos meninos, os do irmão mais velho passam para o mais novo.
Desde já digo que não sou particularmente a favor ou contra as luzinhas de Natal, é coisa que não me impressiona por aí além, mas já sou mais sensível contra as injustiças, pois se Silves tinhas as luzinhas ainda boas, e compraram novas, porque não vieram estas para Messines? Então isto há aqui filhos e enteados?
Bom coloquei-me em campo e contactei o Eliseu para reparar esta injustiça. Este ano, se o Eliseu conseguir arranjar quem lhe empreste mais umas ovelhas e uns cães, não esqueçam que ele só tem a meu cargo 14 ovelhas e 7 cabras, além do Bolinhas, mas este não vai conseguir dar conta de tudo.
Dizia eu, este ano se o Eliseu conseguir em tempo útil obter as ovelhas que referi, vou treinar as bichas para fazerem o mesmo que os moços que podem ver no vídeo em baixo fizeram.
Sempre quero ver se Silves consegue fazer igual.
Como o dinheiro não abunda e está até cada vez mais escasso, enquanto Silves recebeu as novas luzinhas, Messines ficou com as já usadas. É assim como se faz com os brinquedos dos meninos, os do irmão mais velho passam para o mais novo.
Desde já digo que não sou particularmente a favor ou contra as luzinhas de Natal, é coisa que não me impressiona por aí além, mas já sou mais sensível contra as injustiças, pois se Silves tinhas as luzinhas ainda boas, e compraram novas, porque não vieram estas para Messines? Então isto há aqui filhos e enteados?
Bom coloquei-me em campo e contactei o Eliseu para reparar esta injustiça. Este ano, se o Eliseu conseguir arranjar quem lhe empreste mais umas ovelhas e uns cães, não esqueçam que ele só tem a meu cargo 14 ovelhas e 7 cabras, além do Bolinhas, mas este não vai conseguir dar conta de tudo.
Dizia eu, este ano se o Eliseu conseguir em tempo útil obter as ovelhas que referi, vou treinar as bichas para fazerem o mesmo que os moços que podem ver no vídeo em baixo fizeram.
Sempre quero ver se Silves consegue fazer igual.
Um Bocadinho da Nossa História: Como Eu, um dia aprendi que a dialéctica era coisa importante.
Já aqui vos confessei que com a Dª Alice poderia ser perigoso estar no lugar errado à hora errada. Vem isto a propósito de ter agora recordado um certo dia, no começo do outono, em que ao encontrar-me com outros colegas de escola à volta de uma poça de água, escolhemos a brincadeira óbvia, lançar pedras lá para dentro. Não é grande coisa, eu sei, mas não esqueçam que na altura eram todos miúdos com 6 ou 7 anos de idade.
Quem não apreciou tal coisa foi a Dª Alice, que assim que regressámos à sala de aula nos mandou perfilar no estrado em frente ao quadro, não todos, apenas e só aqueles que tinham participado na história da poça de água, o objectivo, como já devem ter adivinhado, era o de aplicar uma valente reguada como punição pelas pedras lançadas.
Eu estava relativamente descansado, sempre fui um tipo bem comportado, e sabia que não tinha lançado qualquer pedra, bom talvez tivesse, mas com certeza que foi uma pequenita. O certo é que já estavam quase todos os implicados no estrado e o espectáculo ia começar. Foi então que um deles, não satisfeito com a sorte que lhe calhara, apontou para mim e disse, “Aquele ali também mandou”. Eu surpreendido por tamanha desfaçatez e com a Dª Alice de olhos postos em mim, argumentei: “Não mandei não!”, só que o outro, o delator de serviço, insistiu na afronta, e aí eu de forma errada já retorqui, “Ele também mandou” e apontei para o mafarrico.
Claro que a Dª Alice não se ficou, e disse, “pois mas ele já lá está”.
Já adivinharam o que se passou a seguir, também eu subi ao estrado e preparei-me para a punição, injusta diga-se, mas que utilizei para não mais esquecer o quão importante é a arte da dialéctica.
Quem não apreciou tal coisa foi a Dª Alice, que assim que regressámos à sala de aula nos mandou perfilar no estrado em frente ao quadro, não todos, apenas e só aqueles que tinham participado na história da poça de água, o objectivo, como já devem ter adivinhado, era o de aplicar uma valente reguada como punição pelas pedras lançadas.
Eu estava relativamente descansado, sempre fui um tipo bem comportado, e sabia que não tinha lançado qualquer pedra, bom talvez tivesse, mas com certeza que foi uma pequenita. O certo é que já estavam quase todos os implicados no estrado e o espectáculo ia começar. Foi então que um deles, não satisfeito com a sorte que lhe calhara, apontou para mim e disse, “Aquele ali também mandou”. Eu surpreendido por tamanha desfaçatez e com a Dª Alice de olhos postos em mim, argumentei: “Não mandei não!”, só que o outro, o delator de serviço, insistiu na afronta, e aí eu de forma errada já retorqui, “Ele também mandou” e apontei para o mafarrico.
Claro que a Dª Alice não se ficou, e disse, “pois mas ele já lá está”.
Já adivinharam o que se passou a seguir, também eu subi ao estrado e preparei-me para a punição, injusta diga-se, mas que utilizei para não mais esquecer o quão importante é a arte da dialéctica.
09/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Como Eu, um dia aprendi o que era um "Bufo".
“...Medina Carreira considerou, na terça-feira à noite, numa tertúlia no Casino da Figueira da Foz, o Programa Novas Oportunidades como uma «trafulhice» e uma «aldrabice» e a educação em Portugal como uma «miséria».
O antigo ministro das Finanças entende ainda que as escolas produzem «analfabetos» e que os alunos que participam no programa Novas Oportunidades «fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora».
«E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução», acrescentou.
Sobre os alunos, Medina Carreira entende que estes «não sabem coisa nenhuma». «O que é que vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa fandanga», sublinhou.
Já no que toca à avaliação dos professores, o ex-ministro considerou-a uma «burrice», pois perguntou «se você não avalia os alunos, como vai avaliar os professores?»....”
in TSF online
Aproveito a opinião do professor Medina Carreira sobre o ensino em Portugal, com a qual concordo em absoluto e que acima transcrevo, para dar início ao meu post, hoje procurando mostrar aspectos da escola em Messines (e não só) no Portugal do pré 25 de Abril.
Desde já digo que só conheci duas professoras durante o meu percurso na escola primária (agora chamado ensino básico), depois conheci muitos outros e outras, uns naturalmente mais louváveis do que outros, o que é perfeitamente natural. Mas dizia eu, as minhas duas professoras da primária foram a Dª Alice e a Dª Natália, ambas respeitáveis senhoras de Messines, a segunda por ser aquela com quem mais tempo passei, ainda hoje procuro falar um pouco sempre que a encontro.
A Dª Alice foi a minha professora do período anterior ao 25 de Abril (o que no meu caso correspondeu à então chamada primeira classe) e carregava consigo todas as práticas pedagógicas em vigor no antigo regime. O mesmo é dizer que todas as suas prelecções e ensinamentos eram invariavelmente acompanhados, sempre que necessário, por uns puxões de orelhas e umas reguadas a preceito, distribuídas por todos quanto fizessem barulho, não soubessem a tabuada, dessem erros ortográficos, ou simplesmente estivessem no sítio errado à hora errada.
Recordo por exemplo que uma das técnicas que a Dª Alice utilizava para manter a classe em respeito, isto quando por qualquer motivo se ausentava da sala por um período razoável de tempo, era o nomear um dos alunos para que tomasse nota no quadro, do nome dos que fizessem barulho ou se remexessem demasiado nas carteiras (era assim que se chamavam as mesas de trabalho).
Escusado será dizer que o poder do aluno apontador subia de um momento para o outro a um nível difícil de quantificar. O dito aluno apontador, na maior parte do tempo um entre nós, e tal como os restantes sujeito aos humores da Dª Alice, encontrava-se de repente numa posição invejável. Não só o seu nome nunca, jamais, seria anotado no quadro, como o seu poder para levar qualquer outro a levar umas reguadas quando a DªAlice voltasse era absoluto e discricionário.
Vejam lá se conseguem descobrir um melhor método de explicar a um aluno do 1º ano o que é um “Bufo”.
Esta figura do Bufo era bastante querida no antigo regime. Há até quem diga que havia alguns exemplares desta espécie em Messines e que não hesitaram em usar os seus préstimos para enviar alguns à palmatória. Mas isto, eu não sei, se será verdade. Agora já não tenho dúvidas que o método de ensino então em vigor era de facto eficaz neste aspecto. Já o mesmo não digo relativamente ao acesso que o mesmo sistema proporcionava a níveis superiores de ensino. Embora não consiga encontrar a fotografia de grupo que me lembro ter tirado na altura com todos os colegas da primeira classe, recordo-me que dos vinte e tal que formavam o grupo, sómente três ou quatro, senão menos, prosseguiram os estudos a nível superior, um resultado tão fraco que impressiona, mas serve perfeitamente para mostrar o que era o Portugal de há trinta e cinco anos atrás.
Já agora, se houver por aí alguém que tenha a fotografia que referi acima e a possa dispensar por um tempinho, curto, para que eu possa mandar fazer uma cópia, ficaria eternamente grato.
O antigo ministro das Finanças entende ainda que as escolas produzem «analfabetos» e que os alunos que participam no programa Novas Oportunidades «fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora».
«E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução», acrescentou.
Sobre os alunos, Medina Carreira entende que estes «não sabem coisa nenhuma». «O que é que vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa fandanga», sublinhou.
Já no que toca à avaliação dos professores, o ex-ministro considerou-a uma «burrice», pois perguntou «se você não avalia os alunos, como vai avaliar os professores?»....”
in TSF online
Aproveito a opinião do professor Medina Carreira sobre o ensino em Portugal, com a qual concordo em absoluto e que acima transcrevo, para dar início ao meu post, hoje procurando mostrar aspectos da escola em Messines (e não só) no Portugal do pré 25 de Abril.
Desde já digo que só conheci duas professoras durante o meu percurso na escola primária (agora chamado ensino básico), depois conheci muitos outros e outras, uns naturalmente mais louváveis do que outros, o que é perfeitamente natural. Mas dizia eu, as minhas duas professoras da primária foram a Dª Alice e a Dª Natália, ambas respeitáveis senhoras de Messines, a segunda por ser aquela com quem mais tempo passei, ainda hoje procuro falar um pouco sempre que a encontro.
A Dª Alice foi a minha professora do período anterior ao 25 de Abril (o que no meu caso correspondeu à então chamada primeira classe) e carregava consigo todas as práticas pedagógicas em vigor no antigo regime. O mesmo é dizer que todas as suas prelecções e ensinamentos eram invariavelmente acompanhados, sempre que necessário, por uns puxões de orelhas e umas reguadas a preceito, distribuídas por todos quanto fizessem barulho, não soubessem a tabuada, dessem erros ortográficos, ou simplesmente estivessem no sítio errado à hora errada.
Recordo por exemplo que uma das técnicas que a Dª Alice utilizava para manter a classe em respeito, isto quando por qualquer motivo se ausentava da sala por um período razoável de tempo, era o nomear um dos alunos para que tomasse nota no quadro, do nome dos que fizessem barulho ou se remexessem demasiado nas carteiras (era assim que se chamavam as mesas de trabalho).
Escusado será dizer que o poder do aluno apontador subia de um momento para o outro a um nível difícil de quantificar. O dito aluno apontador, na maior parte do tempo um entre nós, e tal como os restantes sujeito aos humores da Dª Alice, encontrava-se de repente numa posição invejável. Não só o seu nome nunca, jamais, seria anotado no quadro, como o seu poder para levar qualquer outro a levar umas reguadas quando a DªAlice voltasse era absoluto e discricionário.
Vejam lá se conseguem descobrir um melhor método de explicar a um aluno do 1º ano o que é um “Bufo”.
Esta figura do Bufo era bastante querida no antigo regime. Há até quem diga que havia alguns exemplares desta espécie em Messines e que não hesitaram em usar os seus préstimos para enviar alguns à palmatória. Mas isto, eu não sei, se será verdade. Agora já não tenho dúvidas que o método de ensino então em vigor era de facto eficaz neste aspecto. Já o mesmo não digo relativamente ao acesso que o mesmo sistema proporcionava a níveis superiores de ensino. Embora não consiga encontrar a fotografia de grupo que me lembro ter tirado na altura com todos os colegas da primeira classe, recordo-me que dos vinte e tal que formavam o grupo, sómente três ou quatro, senão menos, prosseguiram os estudos a nível superior, um resultado tão fraco que impressiona, mas serve perfeitamente para mostrar o que era o Portugal de há trinta e cinco anos atrás.
Já agora, se houver por aí alguém que tenha a fotografia que referi acima e a possa dispensar por um tempinho, curto, para que eu possa mandar fazer uma cópia, ficaria eternamente grato.
06/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Como um dia, o MFA veio a Messines
O primeiro comício do PPD (agora PSD) realizado em Messines teve lugar no cineteatro João de Deus. Apesar da minha tenra idade, mais uma vez estive presente (ia a todas). Os oradores, não me lembro quem foram, mas sei que se encontravam sentados a uma mesa colocada no palco, junto ao écran de projecção. A sala embora não estando lotada (longe disso) estava mais ou menos composta.
O objectivo dos oradores e do público é que não era exactamente o mesmo. Enquanto aqueles estavam lá para apresentar as ideias do partido, estes estavam mais virados para insultar e impedir o comício de se realizar.
Após uma saraivada de insultos, o impasse lá foi ultrapassado. Com o recurso à força do MFA (movimento das forças armadas) que penso ter vindo de Faro, os contestatários foram expulsos e criou-se finalmente condições para que o comício se pudesse realizar, embora com a sala vazia.
O objectivo dos oradores e do público é que não era exactamente o mesmo. Enquanto aqueles estavam lá para apresentar as ideias do partido, estes estavam mais virados para insultar e impedir o comício de se realizar.
Após uma saraivada de insultos, o impasse lá foi ultrapassado. Com o recurso à força do MFA (movimento das forças armadas) que penso ter vindo de Faro, os contestatários foram expulsos e criou-se finalmente condições para que o comício se pudesse realizar, embora com a sala vazia.
Um Bocadinho da Nossa História: O que é um latifúndio?
Para recordar aqui fica mais um pouco da nossa história. O vídeo é retirado de uma sessão de esclarecimento efectuada pelo MFA (muito frequentes no período do PREC).
Espero que finalmente fiquem a perceber o que é isso de um latifúndio
Espero que finalmente fiquem a perceber o que é isso de um latifúndio
05/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: O rio de Messines e outras histórias
Hesitei bastante se devia ou não escrever este post. Mas após reflectir profundamente sobre o assunto, achei que não deveria deixar que tabus se estabelecessem nesta estação.
De facto este não é um post mas sim um “tri-post”, ou seja um post dividido em três partes, como o próprio nome indica.
A primeira parte é para dar a conhecer aos mais novos ou aos mais esquecidos, o rio subterrâneo que corre por baixo de Messines.
Nem sempre assim foi, ainda há não muito tempo este rio corria livremente a céu aberto, surgia um pouco antes do local onde hoje se encontra o Café dos Caçadores, passando à esquerda da rotunda e continuava rua António Aleixo abaixo até ligar-se ao ribeiro meirinho.
Este nosso rio, conhecido por Barranco, não era assim um rio de grande caudal, era bem mais um riacho, embora neste caso a comparação só seja possível devido ao pequeno caudal que apresentava. Pois quanto ao aspecto cristalino das águas que nele corriam, nem vale a pena comparar. As do nosso riacho eram bem mais escuras e delas emanava um cheiro nem sempre agradável.Apesar de todo o mau aspecto que relatei, o barranco não deixou de desempenhar um papel relevante no dia-a-dia de todos os messinenses.
Não foram poucos os que nele resolveram tomar banho. Uns impelidos por manifesto acidente, outros por não se encontrarem em total controlo das suas capacidades (leia-se vinho a mais) e ainda outros pela simples curiosidade.
O Barranco foi finalmente coberto pouco tempo após o 25 de Abril. Obra do Sr. Gregório, avô do meu amigo Joaquim, do Vasco e do Nuno, que resolveu dinamizar a população para tão importante obra.
É verdade, o barranco foi fechado pela população que se juntou e trabalhou para o fazer. Escusado será dizer que estávamos em pleno PREC, altura onde tudo era possível e a generosidade e solidariedade com o próximo estavam no seu máximo.
A segunda parte é para dar a conhecer que pouco tempo antes do 25 de Abril, Messines foi ameaçado por um ataque de pára-quedistas.
Estou a brincar. Não fomos nada ameaçados, a história é curta, embora polémica, e é pouco aquilo que sei sobre a mesma, apenas lembranças vagas. No entanto vou deixar aqui o que tenho na memória. Mais uma vez correcções, precisões ou mesmo relatos da história são bem-vindos.
Foi organizado em Messines um movimento que pretenderia levar à construção na vila de umas piscinas. Penso que a liderar tal movimento estaria o Sr. Francisco Vargas Mogo, nosso ilustre conterrâneo já falecido. Esse movimento levou à realização de uma festa importante na vila, dizia-se na altura que fomos até visitados pelo ministro do interior de Marcelo Caetano, Gonçalves Rapazote, embora eu confesso, não sei ao certo se isto é ou não verdade. O que me lembro, e é muito pouco, foi que no dia da festa, os pára-quedistas, que supostamente saltariam sobre a vila foram impedidos de o fazer, pelo vento que então se fazia sentir. O resto já todos sabem, nem os pára-quedistas saltaram nem as piscinas se construíram.
Por último, a terceira parte diz respeito ao chamado choque tecnológico, que todos pensam ter sido implementado pelo governo de José Sócrates, o anterior, este já se viu que nada vai fazer. Lamento dizer, mas tal não é verdade, o dito choque tecnológico ocorreu muito tempo antes em Messines. A história é complicada de contar, até porque tal como 99.9999% dos Messinenses eu também não me encontrava na vila nessa altura. Não vou por isso alongar-me com pormenores sobre o assunto, até por que não os sei, mas parece que o dito choque metia uns exames radiológicos efectuados via satélite. Tal coisa nunca antes vista em lado algum, constituiu um verdadeiro choque, mais moral que tecnológico, diga-se, embora e até para repor a verdade dos factos, existam relatos que semelhante tecnologia foi também anteriormente testada em Loures.
De facto este não é um post mas sim um “tri-post”, ou seja um post dividido em três partes, como o próprio nome indica.
A primeira parte é para dar a conhecer aos mais novos ou aos mais esquecidos, o rio subterrâneo que corre por baixo de Messines.
Nem sempre assim foi, ainda há não muito tempo este rio corria livremente a céu aberto, surgia um pouco antes do local onde hoje se encontra o Café dos Caçadores, passando à esquerda da rotunda e continuava rua António Aleixo abaixo até ligar-se ao ribeiro meirinho.
Este nosso rio, conhecido por Barranco, não era assim um rio de grande caudal, era bem mais um riacho, embora neste caso a comparação só seja possível devido ao pequeno caudal que apresentava. Pois quanto ao aspecto cristalino das águas que nele corriam, nem vale a pena comparar. As do nosso riacho eram bem mais escuras e delas emanava um cheiro nem sempre agradável.Apesar de todo o mau aspecto que relatei, o barranco não deixou de desempenhar um papel relevante no dia-a-dia de todos os messinenses.
Não foram poucos os que nele resolveram tomar banho. Uns impelidos por manifesto acidente, outros por não se encontrarem em total controlo das suas capacidades (leia-se vinho a mais) e ainda outros pela simples curiosidade.
O Barranco foi finalmente coberto pouco tempo após o 25 de Abril. Obra do Sr. Gregório, avô do meu amigo Joaquim, do Vasco e do Nuno, que resolveu dinamizar a população para tão importante obra.
É verdade, o barranco foi fechado pela população que se juntou e trabalhou para o fazer. Escusado será dizer que estávamos em pleno PREC, altura onde tudo era possível e a generosidade e solidariedade com o próximo estavam no seu máximo.
A segunda parte é para dar a conhecer que pouco tempo antes do 25 de Abril, Messines foi ameaçado por um ataque de pára-quedistas.
Estou a brincar. Não fomos nada ameaçados, a história é curta, embora polémica, e é pouco aquilo que sei sobre a mesma, apenas lembranças vagas. No entanto vou deixar aqui o que tenho na memória. Mais uma vez correcções, precisões ou mesmo relatos da história são bem-vindos.
Foi organizado em Messines um movimento que pretenderia levar à construção na vila de umas piscinas. Penso que a liderar tal movimento estaria o Sr. Francisco Vargas Mogo, nosso ilustre conterrâneo já falecido. Esse movimento levou à realização de uma festa importante na vila, dizia-se na altura que fomos até visitados pelo ministro do interior de Marcelo Caetano, Gonçalves Rapazote, embora eu confesso, não sei ao certo se isto é ou não verdade. O que me lembro, e é muito pouco, foi que no dia da festa, os pára-quedistas, que supostamente saltariam sobre a vila foram impedidos de o fazer, pelo vento que então se fazia sentir. O resto já todos sabem, nem os pára-quedistas saltaram nem as piscinas se construíram.
Por último, a terceira parte diz respeito ao chamado choque tecnológico, que todos pensam ter sido implementado pelo governo de José Sócrates, o anterior, este já se viu que nada vai fazer. Lamento dizer, mas tal não é verdade, o dito choque tecnológico ocorreu muito tempo antes em Messines. A história é complicada de contar, até porque tal como 99.9999% dos Messinenses eu também não me encontrava na vila nessa altura. Não vou por isso alongar-me com pormenores sobre o assunto, até por que não os sei, mas parece que o dito choque metia uns exames radiológicos efectuados via satélite. Tal coisa nunca antes vista em lado algum, constituiu um verdadeiro choque, mais moral que tecnológico, diga-se, embora e até para repor a verdade dos factos, existam relatos que semelhante tecnologia foi também anteriormente testada em Loures.
O que ando a ouvir: Xutos-Mãe
Esta foi uma das primeiras músicas dos Xutos que me foi dada a conhecer, ainda estes não eram gente famosa.
Um Bocadinho da Nossa História: Ainda a Sociedade
Obedecendo mais uma vez às regras da casa, resolvi passar também este comentário do ACarrasqueiro a post.
“Amigo CCor.
Vou puxar dos meus galões, também fui campeão Algarvio de Xadrez de Juniores, sendo eu (Júnior) e o Barradas (Juvenil) os representantes do Algarve, num memorável Nacional de Xadrez em Portalegre.
Relembrar também as matinés de Domingo na sociedade, com os Djs de serviço Chico Sousa e moi méme.
...As matinés dos anos 80 foram obra de dois putos e uma boa fonte de rendimento para a Sociedade. Ainda me lembro o difícil que foi convencer o Fernando Fúria (pai do Manaca) e os restantes membros da direcção a permitir que se realizassem Felizmente foram um sucesso, onde apareciam com frequência pessoal de Silves, Albufeira, etc.
Havia no entanto uma regra, ninguém podia beber na sala por causa do chão de madeira, claro excepto eu e o Xicom, que tínhamos as garrafas escondidas na sala.” ACarrasqueiro.
Obrigado pelo comentário amigo Carrasqueiro. Adorei a alcunha dada ao Fernando (pai do Manaca), “Fernando Fúria”, quem o conhece sabe que não seria possível ter escolhido melhor.
Mil perdões pela falta cometida, “Suum cuique tribuere”. Já não me lembrava dessa tua actividade de DJ, tua e do Chico Sousa.
Devo acrescentar que no particular do xadrez, o máximo a que cheguei foi um nono lugar, salvo o erro, num campeonato a nível local. Embora pareça modesta a minha prestação, foi obtida em circunstâncias muito complicadas (assim do tipo das que Benfica teve que enfrentar quando recentemente se deslocou ao batatal de Alvalade).
Em primeiro lugar tive que defrontar alguns pesos pesados da altura e acreditem que havia bastantes. Em segundo quando me preparava para assaltar o sétimo posto fui cobardemente sabotado e só assim me derrotaram.
“Amigo CCor.
Vou puxar dos meus galões, também fui campeão Algarvio de Xadrez de Juniores, sendo eu (Júnior) e o Barradas (Juvenil) os representantes do Algarve, num memorável Nacional de Xadrez em Portalegre.
Relembrar também as matinés de Domingo na sociedade, com os Djs de serviço Chico Sousa e moi méme.
...As matinés dos anos 80 foram obra de dois putos e uma boa fonte de rendimento para a Sociedade. Ainda me lembro o difícil que foi convencer o Fernando Fúria (pai do Manaca) e os restantes membros da direcção a permitir que se realizassem Felizmente foram um sucesso, onde apareciam com frequência pessoal de Silves, Albufeira, etc.
Havia no entanto uma regra, ninguém podia beber na sala por causa do chão de madeira, claro excepto eu e o Xicom, que tínhamos as garrafas escondidas na sala.” ACarrasqueiro.
Obrigado pelo comentário amigo Carrasqueiro. Adorei a alcunha dada ao Fernando (pai do Manaca), “Fernando Fúria”, quem o conhece sabe que não seria possível ter escolhido melhor.
Mil perdões pela falta cometida, “Suum cuique tribuere”. Já não me lembrava dessa tua actividade de DJ, tua e do Chico Sousa.
Devo acrescentar que no particular do xadrez, o máximo a que cheguei foi um nono lugar, salvo o erro, num campeonato a nível local. Embora pareça modesta a minha prestação, foi obtida em circunstâncias muito complicadas (assim do tipo das que Benfica teve que enfrentar quando recentemente se deslocou ao batatal de Alvalade).
Em primeiro lugar tive que defrontar alguns pesos pesados da altura e acreditem que havia bastantes. Em segundo quando me preparava para assaltar o sétimo posto fui cobardemente sabotado e só assim me derrotaram.
04/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense (Cont.)
"Sempre que aqui venho aprendo inúmeras coisas sobre a nossa vila.
Da sociedade guardo as minhas memórias do grupo de dança moderna do qual fiz parte, mais uma data de raparigas e alguns rapazes, na década de 90. A nossa professora era a Mónica. Desenvolveu um bom trabalho, e era muito dedicada. O grupo ainda durou uns anitos. Bons tempos.
Hoje em dia está a ser arranjada e remodelada. Vamos ver como fica depois da intervenção que tem sido feita. Depois é questão de ir passando por lá e participar nas actividades que a actual direcção há-de promover, e presumo que quem quiser até pode propor as suas ideias que por certo não cairão em saco roto." comentário de Tânia Mealha
Antes de mais, o meu obrigado à Tânia pelo seu comentário.
Mais uma vez e cumprindo a regra da casa, achei por bem passar este comentário à categoria de Post e, aproveitando a deixa, proponho desde já uma ideia que a Sociedade poderá, em princípio, cumprir.
Penso fazer falta em Messines uma Biblioteca. Atenção que não falo de uma sala cheia de livros, para isso mais vale estarem quietos. Uma Biblioteca é muito mais do que isso. Terá de ser um espaço que tenha obviamente livros, que as pessoas possam requisitar e levar para casa por uns dias, mas que dê também acesso a uma videoteca, a computadores e à internet. Que dê formação aos mais infoexcluídos e os ajude a entrar neste mundo novo da web, que dinamize actividades de discussão de vários temas e cursos. A Sociedade poderia cumprir perfeitamente este papel virando-se para um público-alvo mais adulto e que é muitas vezes esquecido.
PS-Também sei que ideias há muitas, mas dinheiro para as concretizar é que há pouco.
Da sociedade guardo as minhas memórias do grupo de dança moderna do qual fiz parte, mais uma data de raparigas e alguns rapazes, na década de 90. A nossa professora era a Mónica. Desenvolveu um bom trabalho, e era muito dedicada. O grupo ainda durou uns anitos. Bons tempos.
Hoje em dia está a ser arranjada e remodelada. Vamos ver como fica depois da intervenção que tem sido feita. Depois é questão de ir passando por lá e participar nas actividades que a actual direcção há-de promover, e presumo que quem quiser até pode propor as suas ideias que por certo não cairão em saco roto." comentário de Tânia Mealha
Antes de mais, o meu obrigado à Tânia pelo seu comentário.
Mais uma vez e cumprindo a regra da casa, achei por bem passar este comentário à categoria de Post e, aproveitando a deixa, proponho desde já uma ideia que a Sociedade poderá, em princípio, cumprir.
Penso fazer falta em Messines uma Biblioteca. Atenção que não falo de uma sala cheia de livros, para isso mais vale estarem quietos. Uma Biblioteca é muito mais do que isso. Terá de ser um espaço que tenha obviamente livros, que as pessoas possam requisitar e levar para casa por uns dias, mas que dê também acesso a uma videoteca, a computadores e à internet. Que dê formação aos mais infoexcluídos e os ajude a entrar neste mundo novo da web, que dinamize actividades de discussão de vários temas e cursos. A Sociedade poderia cumprir perfeitamente este papel virando-se para um público-alvo mais adulto e que é muitas vezes esquecido.
PS-Também sei que ideias há muitas, mas dinheiro para as concretizar é que há pouco.
03/12/2009
Um Bocadinho da Nossa História: Grupo de Baile-patchouly.
Aproveitando o post da Sociedade lembrei-me de colocar aqui esta que já não ouvia faz tempo.
Um Bocadinho da Nossa História: A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense
Passei há pouco tempo pela Sociedade de Messines, pareceu-me estar em suave abandono, sinal dos tempos e da competição que é agora muito mais feroz. Será certamente difícil para a velha Sociedade fazer frente a estes novos tempos.
Mas nem sempre assim foi. Durante as décadas de 70 e 80 a Sociedade foi claramente o ponto de encontro em Messines, quer para os novos quer para os mais velhos. Era ali que se ia para ler o jornal (A Bola, o Diário de Notícias entre outros), ou para jogar bilhar, damas, cartas ou ainda simplesmente para beber o café e dar dois dedos de conversa.
Além de tudo o que acabo de referir a Sociedade foi ainda capaz de acolher o núcleo de xadrez de Messines, criado pelo José António Gonçalves (Zé Tó) e amigos da altura. Bastante activo, o núcleo de xadrez conseguiu dar a Messines vários campeonatos distritais, com especial destaque para o Luís Barradas que foi campeão distrital de juvenis por três vezes.
Além do xadrez a Sociedade deu ainda a muitos a oportunidade de praticar Luta Amadora e de ter acesso a uma pequena mas útil biblioteca.
Um outro ponto alto da actividade desenvolvida pela Sociedade eram os seus bailes. Normalmente efectuados ao fim de semana ou por altura de ocasiões festivas e abrilhantados por alguns grupos musicais, entre eles o do Messinense António Varela (aka Cantor Fantasma), eram sempre um acontecimento esperado e devidamente celebrado.
Para recordar aqui fica uma das músicas mais tocadas e esperadas.
Mas nem sempre assim foi. Durante as décadas de 70 e 80 a Sociedade foi claramente o ponto de encontro em Messines, quer para os novos quer para os mais velhos. Era ali que se ia para ler o jornal (A Bola, o Diário de Notícias entre outros), ou para jogar bilhar, damas, cartas ou ainda simplesmente para beber o café e dar dois dedos de conversa.
Além de tudo o que acabo de referir a Sociedade foi ainda capaz de acolher o núcleo de xadrez de Messines, criado pelo José António Gonçalves (Zé Tó) e amigos da altura. Bastante activo, o núcleo de xadrez conseguiu dar a Messines vários campeonatos distritais, com especial destaque para o Luís Barradas que foi campeão distrital de juvenis por três vezes.
Além do xadrez a Sociedade deu ainda a muitos a oportunidade de praticar Luta Amadora e de ter acesso a uma pequena mas útil biblioteca.
Um outro ponto alto da actividade desenvolvida pela Sociedade eram os seus bailes. Normalmente efectuados ao fim de semana ou por altura de ocasiões festivas e abrilhantados por alguns grupos musicais, entre eles o do Messinense António Varela (aka Cantor Fantasma), eram sempre um acontecimento esperado e devidamente celebrado.
Para recordar aqui fica uma das músicas mais tocadas e esperadas.
Valerá a pena pensar nisto?
Cardeal diz que "homossexuais nunca entrarão no reino dos céus"
(in Expresso online)
Pronto fechou-se a porta do céu.
Que fará agora a igreja a todos os homossexuais que alberga no seu seio?
O Bolinhas, após ter ouvido isto, ficou com o pêlo eriçado e a rosnar.
(in Expresso online)
Pronto fechou-se a porta do céu.
Que fará agora a igreja a todos os homossexuais que alberga no seu seio?
O Bolinhas, após ter ouvido isto, ficou com o pêlo eriçado e a rosnar.
01/12/2009
A Ciência por quem a faz: A Luz e as Moléculas (Cont.)
Já aqui foi referido anteriormente (ver A luz e as Moléculas) que absorção selectiva de luz por moléculas orgânicas leva a que estas passem a existir durante algum tempo num estado excitado. Importa agora precisar um pouco melhor algumas das características deste estado excitado (de maior energia que o estado fundamental, aquele em que as moléculas normalmente se encontram).
Na realidade o estado excitado da molécula, criado após esta ter absorvido luz, pode assumir duas características completamente distintas, consoante o arranjo assumido por uma propriedade quântica (o spin) dos electrões envolvidos na transição do estado fundamental para o estado excitado.
O chamado spin pode, no caso dos electrões, assumir dois valores distintos +1/2 e -1/2. Se os electrões assumirem o mesmo valor dizem-se emparelhados e o estado excitado diz-se tripleto, caso contrário, com os electrões com spin antiparalelo (valor oposto) o estado diz-se singleto.
A desactivação do estado excitado da molécula para o seu estado fundamental é completamente diferente consoante o carácter singleto ou tripleto do estado envolvido. Para uma configuração singleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem do nanosegundo (0.000 000 001 s) e à luz emitida durante a desactivação dá-se o nome de fluorescência. Já para uma configuração de tripleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem de microsegundo ou mesmo segundos e à luz emitida dá-se o nome de fosforescência.
Na realidade o estado excitado da molécula, criado após esta ter absorvido luz, pode assumir duas características completamente distintas, consoante o arranjo assumido por uma propriedade quântica (o spin) dos electrões envolvidos na transição do estado fundamental para o estado excitado.
O chamado spin pode, no caso dos electrões, assumir dois valores distintos +1/2 e -1/2. Se os electrões assumirem o mesmo valor dizem-se emparelhados e o estado excitado diz-se tripleto, caso contrário, com os electrões com spin antiparalelo (valor oposto) o estado diz-se singleto.
A desactivação do estado excitado da molécula para o seu estado fundamental é completamente diferente consoante o carácter singleto ou tripleto do estado envolvido. Para uma configuração singleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem do nanosegundo (0.000 000 001 s) e à luz emitida durante a desactivação dá-se o nome de fluorescência. Já para uma configuração de tripleto, o tempo de vida do estado excitado é da ordem de microsegundo ou mesmo segundos e à luz emitida dá-se o nome de fosforescência.
Um Bocadinho da Nossa História:Miguel de Vasconcelos e Brito, O Defenestrado
Faz hoje 369 anos que Miguel de Vasconcelos e Brito foi defenestrado (adoro esta palavra). Com a defenestração do traidor (lançado por uma janela), após ter sido descoberto, escondido dentro de um armário, foi anunciado o sucesso da revolta que levou à restauração da independência de Portugal.
O feriado de hoje celebra exactamente este feito.
O feriado de hoje celebra exactamente este feito.
(Defenestração de Miguel de Vasconcelos)
Por que razão não quis o Benfica ganhar o jogo contra o Sporting.
Basta estar atento para descobrir. Um homem não pode negar o que lhe vai no coração.
A prática desportiva em Messines
Pelos meus dezasseis anos e após Portugal ter atravessado o 25 de Abril, o PREC e o 25 de Novembro, com tudo o que isso pode acarretar em termos de organização de um País. Eu contabilizava já como praticante mais ou menos assíduo as seguintes modalidades desportivas: Futebol de onze, Futebol de Salão, Judo, Luta Amadora, Ginástica Desportiva, Atletismo, Basquetebol e Xadrez.
Poderão dizer-me que nem todas essas modalidades foram devidamente organizadas, orientadas por monitores correctamente formados etc. Direi que tal é de facto verdade, no entanto, poderei também contrapor que todas foram efectuadas em Messines e sem que os meus pais gastassem um tostão que fosse.
Não sei ao certo como está a situação a este respeito com os jovens de hoje em Messines. Mas parece-me que não melhorou, pelo contrário e, a avaliar pelo que me foi dito, parece estar bem pior. Isto apesar de Messines ter dois pavilhões desportivos à sua disposição.
Um aspecto a rever agora que um novo ciclo se inicia. Os pavilhões já existem, talvez seja a altura para investir no capital humano, contratando monitores em qualidade e quantidade suficiente.
Poderão dizer-me que nem todas essas modalidades foram devidamente organizadas, orientadas por monitores correctamente formados etc. Direi que tal é de facto verdade, no entanto, poderei também contrapor que todas foram efectuadas em Messines e sem que os meus pais gastassem um tostão que fosse.
Não sei ao certo como está a situação a este respeito com os jovens de hoje em Messines. Mas parece-me que não melhorou, pelo contrário e, a avaliar pelo que me foi dito, parece estar bem pior. Isto apesar de Messines ter dois pavilhões desportivos à sua disposição.
Um aspecto a rever agora que um novo ciclo se inicia. Os pavilhões já existem, talvez seja a altura para investir no capital humano, contratando monitores em qualidade e quantidade suficiente.
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