23/10/2010

E você sabe o que é a ongoing?

O deputado Agostinho Branquinho do PSD, interrogava-se na Assembleia da República, numa comissão parlamentar que teve lugar há cerca de oito meses, sobre o que era isso da ongoing, não sabia.

“...Em fevereiro passado, o deputado do PSD Agostinho Branquinho tinha muitas dúvidas sobre a atividade deste grupo. A começar pela pergunta mais básica de todas: "O que é a Ongoing? É um grupo de media? É uma das questões que mais tem atravessado esta discussão sobre as questões da liberdade de expressão", dizia o deputado, quando questionou na Assembleia da República o diretor do "Diário Económico", e administrador da Ongoing, António Costa....fonte expresso






Hoje já descobriu, alguém o esclareceu.

Agostinho Branquinho foi contratado para um alto quadro na empresa.

tempos complicados

Quando Margaret Tatcher subiu ao poder em 1979, o Reino Unido iníciou um dos seus períodos mais negros em termos sociais. Sob o governo Tatcher, a produção industrial diminuiu drasticamente aumentando o desemprego, triplicou desde a sua subida ao poder e a proliferação de falências.


..à austeridade que acompanhou a sua administração, dado que o objetivo de reduzir a inflação era prioritário. Não obstante, durante seu governo a inflação dobrou entre 1979 e 1980 (de 10 para cerca de 20% a.a.), e retornou aos dois dígitos no final de década de 1980. Em meados de 1981 a economia do Reino Unido mergulhou numa profunda recessão. Quando o nível de desemprego atingiu o recorde de 3 milhões [3] (era menos de 1 milhão na posse Thatcher), as críticas às suas políticas econômicas se multiplicaram. Em 1981, numa famosa carta ao jornal Times , 365 economistas conclamaram o governo Thatcher a mudar as diretrizes de sua política econômica e a pôr um fim à recessão....fonte wikipedia

Com o aumento do desemprego, aumentaram também as filas de pessoas à porta dos “job centers”, tentando aceder ao subsídio de desemprego, como é normal para o fazer têm de preeencher um impresso, designado por Unemployment Benefit 40 .

Foi desse impresso e ao encontrarem-se na fila do centro de emprego, que os irmãos Ali (voz e guitarra) e Robin Campbell (guitarra), Earl Falconer (baixo), Mickey Virtue (teclados), Brian Travers (saxofone), Jim Brown (bateria) e Norman Hassan (percurssão), retiraram o nome do agrupamento musical UB40 que vieram a formar.


Mesmo em situações complicadas, há sempre saída. O que é preciso é descobrir onde está a porta.

18/10/2010

Para recordar.

Novidades dos Flávio com F de Folha.


Mão amiga, trouxe ao meu conhecimento o vídeo abaixo sobre os Flávio, colocado no youtube por "majestic1965", que não conheço, mas a quem agradeço.

Como neste blog se gosta de memórias (boas), aqui fica mais uma.

Espero que apreciem. E não deixem de atentar ao aspecto, bem mais novo de muitos dos envolvidos.




PS-Aquelas moças ali a dançar é que eu não sei quem são.

17/10/2010

Alguém se lembra desta?



If there is something that I might find

Look around corners

Try to find peace of mind I say

Where would you go if you were me

Try to keep a straight course not easy

Somebody special looking at me

A certain reaction we find

What should it try to be I mean

If there are many

Meaning the same

Be specific just a game

I would do anything for you

I would climb mountains

I would swim all the oceans blue

I would walk a thousand miles

Reveal my secrets

More than enough for me to share

I would put roses round our door

Sit in the garden

Growing potatoes by the score

Shake your hair girl with your ponytail

Takes me right back (when you were young)

Throw your precious gifts into the air

Watch them fall down (when you were young)

Lift up your feet and put them on the ground

You used to walk upon (when you were young)

Lift up your feet and put them on the ground

The hills were higher (when we were young)

Lift up your feet and put them on the ground

The trees were taller (when you were young)

Lift up your feet and put them on the ground

The grass was greener (when you were young)

Lift up your feet and put them on the ground

You used to walk upon (when you were young)

versão original aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2PDp3g1WoSE&feature=related

Buraco do Remexido

Tentei há uns tempos atrás voltar ao buraco do remexido, tentei mas já não consegui dar com aquilo. Andei lá por perto, mas nada. Assumo-o esquecido e enterrado.


No entanto, não há muito tempo atrás, a excursão ao buraco do remexido fazia parte das dores de crescimento de muitos dos jovens de Messines. Eu fui daqueles que também lá fui, embora deva dizer que não passei da primeira galeria, ou seja limitei-me a dar um pequeno salto para a entrada que dava acesso ao primeiro túnel, este bem estreito por sinal e que muitos ousaram atravessar, foi sempre para mim uma barreira que não quis sequer tentar ultrapassar. Não me arrependo, até gosto da minha dose qb de claustrofobia.

Contavam-se imensas histórias sobre essas excursões e lembro-me de ter visto fotografias de alguns enlameados lá dentro. Verdades ou mentiras, as histórias que se contavam, não sei, mas não ficarei surpreso se como tudo indica, por lá alguns fracos fizeram força e muitos fortes se borraram.

10/10/2010

10/10/10


All around me are familiar faces
Worn out places, Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going nowhere, Going nowhere

Their tears are filling up their glasses
No expression, No expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, No tomorrow

And I find it kind of funny, I find it kind of sad

These dreams in which i'm dying, Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you, I find it hard to take
When people run in circles it’s a very very….

Mad World, Mad World

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
And they feel the way that every child should
Sit and listen, Sit and listen

Went to school and I was very nervous
No one knew me, No one knew me

Hello teacher tell me whats my lesson
Look right through me, Look right through me

And I find it kind of funny, I find it kind of sad

These dreams in which i'm dying, Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you, I find it hard to take

When people run in circles it’s a very very….

Mad World, Mad World

Enlargen your world

Mad World

Dia Aberto

Este post deveria ter sido escrito há cerca de 15 dias atrás.

Ontem foi dia aberto na Durham Johnston, a escola pública, para onde tudo o indica a minha filha mais velha irá frequentar no próximo ano lectivo o sétimo ano de escolaridade. Dia aberto significa, o dia em que a escola, sem que pare a suas actividades lectivas, abre as suas portas e convida os pais e encarregados de educação dos seus futuros alunos a visitar as instalações, falar com professores e alunos e ouvir o que a directora tem para dizer, para assim poderem fazer uma escolha atempada e ponderada da escola que desejam frequentar. Reparem que o dia aberto ocorre em Setembro, um ano antes do início do ano lectivo em causa.
Fomos recebidos na segunda-feira de manhã pelas 10 horas, e após umas breves palavras de um dos professores, duas alunas, nos seus 13-14 anos, fizeram as honras da casa ao nosso grupo. Percorreram connosco as diversas salas, esclareceram dúvidas e por fim levaram-nos a um amplo anfiteatro onde um aluno tocou piano até que, acabada a visita às instalações de todos os outros grupos, a directora explicou o que era a escola, qual o seu projecto educativo, os valores em que acreditam etc. Mais do que isso, alertou-nos que, caso não ficássemos esclarecidos, poderíamos sempre voltar em qualquer outro dia, a escola não tinha nada a esconder, muito pelo contrário, afirmou.

Nesse mesmo dia, desta vez à tarde, pelas 18 horas, voltei lá, desta vez acompanhado da futura aluna. De novo visitámos as instalações, mas desta vez com o bónus de muitos professores terem preparado actividades para receber os pais e os futuros alunos. Foi assim que pudemos visitar a sala de música, equipada com todos os instrumentos que possam imaginar, ver e executar experiências onde se demonstrava a separação da água em Hidrogénio e Oxigénio, participar numa simulação de um crime, onde os alunos eram chamados a desempenhar o papel de um investigador do CSI, participar em jogos matemáticos e muitas outras actividades, fomos inclusive a uma sessão onde a professora de informática e alunos mais velhos, mostravam aos mais novos como se devem proteger nas redes sociais. Saímos já eram quase oito e meia da noite e, mas houve quem tivesse ficado mais tempo, apreciei imenso a disponibilidade demonstrada por aqueles professores e funcionários.
Durante toda a visita não consegui deixar de pensar, porque será que apesar de tanto dinheiro gasto no ensino público em Portugal, este não nos consegue oferecer algo, já não direi igual, mas que pelo menos se aproxime disto. Pior ainda, a ausência de referências de qualidade no ensino que temos, adormece-nos, tolhe-nos o juízo e deixa-nos desamparados, impedidos de reagir e exigir aquilo a que temos direito, de tal forma isto é verdade que até achamos bom, o que de menos mau nos dão. Foi por isto que resolvi escrever este Post.

Medina Carreira.

Nunca é demais avisar.

"..Acredita que a legislatura chegue ao fim?


Desejo que não chegue ao fim porque as asneiras acumuladas, a desconfiança e as mentiras já liquidaram qualquer crédito de confiança que se possa dar ao primeiro-ministro e ao Governo. Gostaria que viesse outro. Mas tenho muitas dúvidas sobre os governos dos dois partidos que podem governar Portugal... Estes governos foram tomados de assalto por gente sem vida profissional, que vai para ali só para andar atrás nos carros ou para arranjar negócios. Não quer dizer que não haja pessoas capazes, mas três capazes no meio de dez incapazes assusta-me...." in DN

09/10/2010

Digam lá que o nosso conterrâneo, não tem razão.

Antes de mais, as minhas desculpas a todos aqueles que, apesar da minha já longa ausência, continuaram aqui a vir à estação. Tenho na realidade andado cheio de trabalho e o tempo não dá para tudo.

Hoje deixo-vos um pequeno vídeo que encontrei:



Anda meio mundo a roubar a outra metade....

29/09/2010

O Cine-Teatro de Messines, recordações de um tempo que já lá foi....

Obedecendo uma vez mais à rogatória que a minha consciência me dita, passo a transcrever o comentário simpático do Leonel Borrela sobre o cinema de Messines.
Um grande obrigado ao Leonel.

"Ouvi pela primeira vez o "love me do" do Beatles, "Paris en colere" de Mireille Mathieu, entre outras canções dos anos 60 e 70 do século passado, através dos altifalantes do cinema de Messines. Gostava de saber se alguém ainda tem a fita gravada dessas canções - como eu gostaria de fazer uma reprodução dela. Quanto aos filmes nem se fala. Muitas vezes passava pela janela do bar, a partir do pátio do armazém do meu avô, para o cinema. Toda a gente sabia, mas ninguém chateava. Abraço de Leonel Borrela."

25/09/2010

Dão-se alvíssaras....

Procura-se vereador Blogger, desaparecido da blogosfera desde o dia 21 de Setembro, data em que apareceu a pedir socorro, sem que ninguém, até agora, lhe tenha deitado a mão. A PJ já está em campo, mas mais uma vez, teme um pacto de silêncio, que inviabilize o desvendar do mistério.




Nota-Isto é apenas uma alfinetada, sem malícia, torno a dizer que o serviço prestado pelo vereador em causa tem os seus méritos. Ele é que nem sempre acerta na opção correcta, como o demonstra a agora tomada de posição em apoio do aumento do IMI.

24/09/2010

Flávio com F de Folha, Supernova, Simplesmente Maria, Zé Satélite

Fazendo mais uma vez uso do direito que tenho em transformar comentários em Posts e vice versa, decidi , e com grande satisfação minha, transformar o comentário do Flávio, que acabei de receber, em Post.

"HC
a resposta à tua questão tardou mas pronto só hoje é que descobri este blog e este post

os Simplesmente Maria não eram de Silves, mas sim de Messines. A Silvia Benedito nunca cantou neste grupo, cantou num outro grupo de Silves (não me recordo do nome), que formou com o Danny Dias, o Estiveira e mais um ou dois (não me recordo muito bem de quem), esta banda apareceu depois dos SM e dos FFF.

Os Simplesmente Maria era formado (com toda a certeza) por:

Celine Verissimo - voz
Cocas (aka Carlos Rodrigues) - baixo
Tropa (aka Fernando da Ponte) - guitarra ritmo
Paulo (aka Petcha) - guitarra solo
Eduardo (este o unico de Silves) - Bateria

Outro grupo que alguns destes elementos formaram, também nesta altura, foi os Zé Satélite, projecto que juntava SM + FFF ou seja:


Celine - voz
Rui Farinha - guitarra
Petcha (ou seria o Cocas?)- baixo
Tropa (ou seria o Quim?) - bateria
deste grupo já não me recordo muito bem dos elementos que o formavam, já se passaram mais de 20 anos, enfim... Mas lembro-me que ainda deram alguns concertos em Faro e não sei quê mais, e a critica foi muito boa.


Obrigado Baião pelo post e por me fazeres recordar estes tempos

Abraço do Flávio com F de Foda, ups F de Folha)"

Obrigado Flávio, eu é que agradeço.
 

É só fazer as contas...

Fiquei confuso ao ler o post do Paulo Silva no Penedo, atribuindo a falência da EPAALG ao dinheiro pago em indemnizações, não aos últimos directores, mas aos que foram substituidos pela agora direcção, esta sim, a responsável pelo encerramento da escola. Pelo menos foi isto que depreendi do texto....



É que me parece pouca parra, para tanta uva.....

23/09/2010

Crónica de uma Morte Anunciada.

Não! Não vou falar da defunta EPAALG. Mas sim de um assunto mais candente.

Tenho seguido com relativa atenção a novela que se tem vindo a desenrolar por estes dias no CM (já vai no terceiro episódio).Desde já aviso que a história tem por pano de fundo um incidente infeliz, a morte de um homem, pobre, que vivia sem eira nem beira, o que sempre é de lamentar. Mas o que me chamou a atenção para o caso, não foi tanto a história em si, mas o emergir de um protagonista inesperado, um herói ocasional e involuntário, que, como tantos outros que buscam os seus 15 minutos de fama, acabou por cair nas páginas deste tão nosso considerado jornal e até já foi à TVI, ou melhor a TVI foi até ele.

O primeiro episódio da saga, dava o contexto do que se iria seguir:

Morto à pancada por violar animais

Conhecido por roubar galinhas para actos sexuais, Jaime Pires do Ó, 68 anos, foi assassinado à porta de casa com golpes no peito e junto ao ânus. (in CM)


Jaime Pires do Ó foi encontrado ferido, perto de casa. A vítima, 68 anos, que vivia em condições miseráveis, morreu a caminho do hospital (in CM)
 
No dia seguinte, no segundo episódio, já se vê surgir, mas ainda em pano de fundo, o protagonista de que vos falava:
 
PJ teme pacto de silêncio (O Burro não fala)

População recorda ‘Jaime ovelha’ como violador de animais e de uma mulher. A sua morte “estava anunciada”, mas sobre o que aconteceu no dia em que foi assassinado, ninguém confirma ter visto ou sabido de alguma coisa anormal. (in CM)



Maria Fernandes junto ao burro que foi vítima do último ataque de ‘Jaime ovelha’


No episódio mais recente, o de hoje, já se vê o protagonista mais de perto, aqui até se vê o bicho a dar uma "passa".

PJ investiga dono de burro abusado

“Sei que suspeitam de mim, mas eu estou à vontade. Não fui eu que matei o Jaime”, garante ao CM José Gomes, o dono do animal sodomizado. (in CM)

José Pinto Gomes, dono do burro violentado, acredita que ninguém de Proença-a-Velha fez mal a ‘Jaime ovelha’ (in CM)


Para um romance de cordel, até não está mal, já para notícia ficam-me algumas reservas, mas não importa, aguardemos é por novos desenvolvimentos. Quem sabe o Burro até falará....isso sim seria notícia.

13/09/2010

A adopção de crianças por casais homossexuais

Quando iniciei esta segunda vida do Messines-Alte, fi-lo, já me disseram, escolhendo um tema fracturante, no caso, o casamento homossexual, de que me declarei a favor. Na altura afirmei também que mais tarde daria a minha opinião sobre a possibilidade de casais homossexuais virem a adoptar crianças.

Pois bem, penso ser chegada altura de cumprir o prometido.

Neste particular da adopção já não posso afirmar ser a favor. Pelo contrário tenho dúvidas, muitas, mas que penso serem legítimas.

Tenho dúvidas se a vivência de uma criança no seio de uma família homossexual, irá ou não condicionar a sua sexualidade. Eu sei que o mesmo se passa numa família heterossexual, nós, heterossexuais, condicionamos a sexualidade dos nossos filhos, pelos exemplos que damos, conversas que temos etc, mas esta situação eu considero legítima, por ser natural, no sentido em que natural é a sexualidade que conduz à reprodução e em última análise à sobrevivência da espécie. No caso homossexual já nada disto se passa, a sexualidade homo não tem por fim a reprodução mas sim o bem-estar do indivíduo, o que sendo legítimo, penso dever ser uma escolha livre e ponderada de cada um e, como tal, livre de qualquer condicionalismo.

Por último, eu sei que existem por aí uns estudos que afirmam não ter a vivência no seio de uma família homossexual qualquer influência na escolha sexual futura. Pode ser, mas permitam que vos diga, que tenho várias dúvidas sobre os estudos que referi. Estes são necessariamente estudos longos, e nos quais a quantidade de variáveis que podem influenciar a conclusão final será vasta, tão vasta que os tornará quase inúteis quando se trata de legislar em áreas tão sensíveis como esta e numa escala temporal tão curta.


Ney Matogrosso-Nunca vi rastro de cobra, Nem couro de lobisomem, Se correr o bicho pega, Se ficar o bicho come

12/09/2010

Os Vendedores de Livros

Neste verão contaram-me algumas histórias, bem agradáveis por sinal, passadas com vendedores de livros, demasiado, digamos, focados no seu trabalho. Um deles, tendo entrado num estabelecimento comercial da vila, recusou-se a sair, isto mesmo após de ter sido convidado pelo dono, que afirmava nada querer comprar.

Após ter visto no youtube a expulsão do advogado do Bibi, aquando da sua visita ao célebre apartamento na avenida das Forças Armadas, lembrei-me que este poderia ser um bom exemplo de como resolver situações semelhantes.



PS- O ensino do direito, não anda a ser bem tratado neste País, basta ver que não preparam um homem para aterragens em segurança.

07/09/2010

A EPAALG Fechou. Devemos Chorar?

Vai um clamor pelos meandros de Messines, digamos nos centros mais preocupados com o que se vai passando na vila , em relação à decisão de encerramento da Escola Profissional, pelo que li, em assembleia geral da associação proprietária da escola foi decidido o encerramento por 13 votos a favor contra 3 (mais duas abstenções).

O clamor que refiro, parece dever-se ao facto de muitos pensarem que Messines fica a perder ao não ter a escola e, que este é mais um degrau que a Vila desce em direcção ao destino, que parece inexorável, da degradação da qualidade de vida que oferece.

Não deixando eu de partilhar de alguns dos receios apontados, deixem-me dizer que também não penso exactamente da mesma forma que aqueles que já se manifestaram desapontados pelo encerramento.

Nestas situações, lembro-me de uma outra mais ou menos parecida, aquando da ambição de elevar Messines a concelho, tento sempre em primeiro lugar colocar a questão simples: Será merecido? Para que não fiquem dúvidas, digo desde já que a abertura de uma escola profissional em Messines e ligada à agricultura me parece de facto não só justificado como também merecido, mas o que pretendo saber agora é diferente, trata-se de saber se queremos a Escola aberta, apenas por ela se situar em Messines ou se a queremos a funcionar por que pensamos ser ela merecedora desse facto? Ttrata-se no fundo de saber se a qualidade da formação que prestava representava ou não uma mais-valia para a vila.

A resposta a estas questões está quase sempre ligada à falta de uma avaliação de qualidade. Em Portugal temos ainda um pavor mais ou menos patológico sobre tudo o que seja avaliação, isto incluindo a auto-avaliação, para muitos a palavra avaliar é sinónimo de punir, penso ser daí que advém este receio. Depois como gostamos todos de ser uns tipos porreiros, uns, os que o devem fazer, decidem não avaliar e, outros, os que deviam ser avaliados, respiram de alívio ou protestam quando se sentem ameaçados.

Aqui chegados, e pensando eu que a avaliação deve ser antes de mais uma excelente oportunidade para as instituições (e quem nelas trabalha) verificarem se estão a desempenhar o seu papel em condições e, caso não o estiverem, corrigirem a rota. Deixem que pergunte:

Que formação prestava a EPAALG? Foi submetida a uma avaliação por uma entidade externa e independente?

A EPAALG divulgava as actividades que desenvolvia, promovendo-se e promovendo a vila que a acolheu?

A direcção da escola alguma vez fez e tornou público relatórios de auto-avaliação do seu desempenho? E, em caso afirmativo, alguém os leu e questionou?

Quantos alunos frequentaram a EPAALG e quantos formou nos últimos 5 anos? De que regiões eram oriundos? Como evoluiu o rácio Aluno/Professor nos últimos 5 anos?

Que inserção tiveram estes formandos no mercado de trabalho? Que tipos de estágios lhe foram oferecidos? Que avaliação foi feita ao desempenho dos alunos?

Que acompanhamento e avaliação foi feita, por quem de direito, ao desempenho da direcção e do corpo docente da escola?

Poderia colocar muitas outras questões, mas de momento e reconhecendo o meu desconhecimento sobre a actividade da escola, arrisco a dizer que a indiferença com que o seu encerramento foi recebido na vila, encontrará resposta nalgumas das questões que deixo acima. Responda quem souber e o queira fazer.

Por mim parece-me que o encerramento da EPAALG tem muito mais culpados do que aqueles que se quer fazer crer.

Estou de volta.

Boas férias, bons amigos, excelente tempo. Tudo o que deixei para trás e a que já anseio voltar.

abraço a todos

29/08/2010

Bela Noite

Juntámo-nos a 24 de Agosto. Foi bom o encontro e, como sempre ocorre nestas situações, o reviver de histórias de infância e juventude. Tomo a liberdade de me adiantar, reservem desde já o 24 de agosto de 2011 para o nosso próximo jantar.


Aqui fica a foto daquele a que alguém sem nome, já apelidou de “grupo do BNU”.