12/12/2010

Tim Minchin

Ontem foi noite de saída, fui ver o Tim Minchin.

Tim Minchin, na MetroRadio Arena (Newcastle).

Excelente concerto!!

Prejudice (preconceito).

10/12/2010

A Câmara Municipal de Silves e os Critérios, ou como a Matemática não Engana.

Proposta de Orçamento da CM de Silves para 2011.

Foi com atenção que li os posts nos Blogs “25 de Abril”, da Tânia Mealha e, “Coisas da Economia”, do Francisco Martins, onde estes mostram o quadro de cortes proposto pela CM de Silves para as diferentes freguesias.

Lamentam-se, mais o Francisco que a Tânia, esta é mais guerreira, não entender o critério utilizado para estabelecer os cortes referidos, alguns chegando aos 50%, mas já vislumbravam que as juntas de freguesia da CDU eram de longe as mais prejudicadas.

A Tânia mostra ainda ter esperança quando escreve “...claro que temos que ter em conta que esta medida só passa se o PS votar favoravelmente uma vez que o PSD não tem maioria...”. Vamos ver.

Fiquei curioso com o assunto e dei-me ao trabalho de ir ver os dados fornecidos com maior detalhe.

Tentei correlacionar a percentagem do corte atribuído a cada freguesia, com a votação obtida por cada partido nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia . Se acaso houvesse "marosca", como insinuavam a Tânia e o Francisco, essa seria prontamente revelada pelo gráfico na forma de uma clara correlação linear, que seria evidenciada por uma distribuição dos cortes ao longo de uma linha recta. Indicando assim que as percentagens de corte nos fundos atribuidos estavam de facto relacionados com a escolha feita pelos eleitores, quando colocarem o seu voto nas urnas.

Pois bem, os resultados não poderiam ser mais claros:

Para o PSD, na CM de Silves, o PS é indiferente, não passa de uma força política que poderá sempre ser útil e, como tal, convém não a hostilizar. Por isso mesmo, a votação no PS não foi utilizada como critério para a distribuição dos cortes e o gráfico mostra uma correlação nula.
 Correlação do corte por freguesia com a votação no PS para a Assembleia de Freguesia

Já quanto ao próprio PSD e à CDU a conversa é diferente. Como quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte, o PSD tratou de presentear as suas juntas com os menores cortes possíveis, o gráfico mostra que quanto maior a votação no PSD menor é o corte efectuado na verba a transferir para as juntas.
Já a CDU é claramente o inimigo a abater e a CM Silves não faz disso segredo, castigando as freguesias rebeldes. Quem ousou votar na CDU leva! (Jorge Coelho não diria melhor). O gráfico mostra claramente que quanto maior foi a percentagem de votos atribuída à CDU maior é o corte na verba atribuída, ou seja a mensagem é clara, "desenrasquem-se e para a próxima não repitam a graça".

Correlação do corte por freguesia com a votação para a Assembleia de Freguesia no PSD (a amarelo) e na CDU (a vermelho)

É assim a vida, eu só digo, "não é nada que o Alberto João não tenha já feito na Madeira". E já se sabe, bons mestres fazem bons alunos.

05/12/2010

Conversas em tempo real.

A pedido de várias familias o “chat” está de novo activo.

Procurem mais em baixo no lado direito.

Quando uma excepção, já não é isso mesmo.

Governo dá excepção a dirigentes
Altos quadros do Estado que já acumulam ordenado e pensão não são abrangidos pela proibição dessa regalia.in CM

“O Governo Regional dos Açores criou uma medida que visa aligeirar o impacto dos cortes salariais para os funcionários públicos...” in expresso

E há mais.....

26/11/2010

“AOQUISTOCHEGOU”

"Estou pronto para Governar com o FMI."

(Pedro Passos Coelho )

Se um tipo não se incomoda com isto, então incomoda-se com o quê?


25/11/2010

Hoje quando acordei.

Não é preciso dizer mais nada.....

Assim Basta! Entende quem quer, quem não quer continua a assobiar para o ar.

“...Na terça feira Pedro Passos Coelho considerou "correcto que exista um regime de contenção da despesa adaptado à circunstância de as empresas estarem no mercado"...isto a respeito da aprovação do regime de excepção proposto pelo PS”

“...Rui Rio qualificou então de "pouca vergonha" e "incompetência" a alteração ao Orçamento do Estado para 2011 que permite ao sector empresarial do Estado aplicar "com adaptações" os cortes salariais impostos aos funcionários públicos....”

“Hoje Pedro Passos Coelho afirmou ..."Os sacrifícios vão ter de ser distribuídos por todos e eu espero que seja isso que vá acontecer....

Com papas e bolos, se enganam os tolos...

24/11/2010

O que aí vem...

"...Dublin, 24 nov (Lusa) - O Governo irlandês apresentou hoje o "Plano Nacional de Recuperação" para os próximos quatro anos, que prevê o despedimento de 24.750 funcionários públicos, cortes de três mil milhões de euros nos benefícios sociais e um aumento generalizado de impostos...."

Para alguns! Os outros, não os mesmos, poderão ser alvo do regime de excepção entretanto já aprovado. Por isso mesmo. 

23/11/2010

Quando a solidariedade é uma palavra vã.

Começo por fazer uma declaração de interesses. Nunca votei CDS, nunca votei PSD, votei CDU por uma vez nas eleições locais e PS sempre que a minha disponibilidade para colocar o boletim de voto na urna o permitiu e o que estava em causa no País assim o justificava.

Foi por isso com enorme desagrado que li hoje a notícia que o PS e o PSD, um mais escondido que o outro, aprovaram o regime de excepções aos cortes salariais na função pública. Para ser directo tal regime significa apenas isto, os mesmos de sempre pagam a crise, os outros, os que mais ganham, ficam a ver o filme. Justificação para isto, simples, eles são muito bons e se não lhes pagamos bem podem fugir.

O argumento agora invocado para justificar tal regime de excepção é exactamente o mesmo que sempre tem sido usado para justificar medidas similares.

O que pergunto é o seguinte. Se são assim tão bons, porque chegou o País ao ponto em que está? Mais,  fogem para onde? O (ex) governador do banco de Portugal, o tal que previu coisa nenhuma, ganhava quando cá estava cerca de 250 000 euros por ano, quase o dobro que o presidente da reserva federal dos Estados Unidos e apenas os governadores dos bancos centrais de Hong-Kong e Itália auferiam mais do que Vítor Constâncio. Assumindo que os restantes membros da camarilha devem andar pelos mesmos referenciais em termos relativos, se lhes cortassem o salário para onde iriam eles? Isto para já não falarmos no que significa ser solidário.

O que está em causa neste momento com mais esta jogada é simples. A vergonha perdeu-se e, se ainda havia a esperança que tais comparsas fossem por esta vez capazes de mostrar honra e solidariedade com os seus compatriotas, esta esfumou-se. A máscara caiu, de vez!

Resta aos Portugueses mostrar do que são capazes e acreditar que mais vale pobre e com honra do que submisso...

A greve geral nada resolverá, mas pelo menos poderá ser um começo. É necessário varrer a camarilha mafiosa do poder, de todo e qualquer poder e, para que fique claro, não me refiro só a Sócratese e ao PS. O recado aplica-se a todos, com muito poucas excepções.

"...Os "trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional ou municipal" era o texto original da proposta de lei do Orçamento, ao qual o PS acrescentou hoje a expressão "com as adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial".

O texto não especifica que adaptações serão autorizadas, quem as autorizará nem o que constitui uma justicação de "natureza empresarial" válida...."in SiC online

21/11/2010

Um ano!

O Messines-Alte completou hoje, dia 21 de Novembro, um ano de existência. Está mais velhinho, embora ainda imberbe, já anda, o que não é pouco.


Obrigado a todos os que contribuíram para este ano de vida.

Para breve, em 2011, uma nova etapa.

20/11/2010

Fish are Friends not Food....

"Vaticano prepara “circular” aos bispos com "programa eficaz" sobre pedofilia".in Público


17/11/2010

Retrato de um jovem promissor....

O Jornal Público trás hoje à estampa o retrato de um jovem português cuja ascensão meteórica na política nacional, só tem comparação em outros tantos, jovens e menos jovens, de vários partidos nacionais, que se têm governando e continuam a governar à custa de todos nós. Os exemplos abundam, alguns até num “cinema” próximo de si.

“Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.
Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido..... Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho....pode ler mais aqui...”

07/11/2010

Não é preciso dizer mais nada....

"..... Na última década, Portugal foi dos países que menos cresceram no mundo, junto com o Haiti (leram bem, o Haiti) e a Itália. A Itália está entre as dez primeiras economias do mundo e nós não. Não crescemos porque, entre outras coisas, o sistema de Justiça não funciona nem é célere, porque a corrupção se disfarça de burocracia e porque a produtividade é baixa num modelo de desenvolvimento económico falhado. Aqui chegados, ao modelo falhado, devíamos estar a arregaçar as mangas e a cavar um novo trilho, com gente nova. Certo? Errado. Cavaco Silva, que foi o maior responsável desse modelo falhado, recandidata-se como se nunca tivesse estado lá e confessa-se "triste" com a nossa crise; e o homem que o PSD arranja para a mesa das negociações com o PS, sobre esse documento mítico que dá pelo nome de Orçamento, é o mesmo que conhecemos do tempo de Cavaco primeiro-ministro. Ou seja, um dos responsáveis. Entre Catroga e Teixeira dos Santos, descubra as diferenças.

...é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. ...."  Clara Ferreia Alves, in expresso

28/10/2010

Já que não os podemos matar, então que lhes atiremos pedras...

Já não restam dúvidas, vamos ter de passar pela vergonha de ver o nosso país recorrer ao FMI para colocar em ordem as contas. A situação é assim como aquela que um filho sentirá ao ver o seu pai ter de recorrer à sopa dos pobres para lhe dar de comer, só porque tem gasto tudo o que lhe cai no bolso em jogo e putas.

A última vez que cá esteve o FMI em 1983, tínhamos saído há relativamente pouco tempo de uma revolução e enfrentado o retorno de milhares de portugueses vindos da ex-colónias, o que então se passou é assim descrito na imprensa “...Face ao perigo de bancarrota, sem dinheiro para pagar as dívidas ao exterior, Portugal negociou um segundo empréstimo com o FMI em 1983.

Num governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares e Mota Pinto e com Ernani Lopes como ministro das Finanças, os portugueses sofreram, no passado recente, um dos momentos de maior austeridade.

Uma forte desvalorização do escudo - de uma só vez caiu 12% - a subida galopante da inflação para quase 30 por cento, aumentos de impostos e uma forte quebra nas despesas públicas, provocaram desemprego, salários em atraso e uma descida dos salários reais e do consumo privado....


Desta vez, já não há o escudo para desvalorizar, mas o efeito na pele dos que trabalham e contam os tostões para poderem comer não será muito diferente.

O que mais custa ver nisto tudo, é saber que aqueles que para este cenário mais contribuíram, por aí vão continuar a andar, livres e de cabelos ao vento, continuando a viver bem, não serão levados a julgamento, muito menos presos, nada lhes sucederá.

E que não tenham dúvidas, são todos culpados, todos! Desde aqueles que nos governaram, como os que se abotoaram quando a oportunidade lhes bateu à porta, e também os que agora se desunham por ir ocupar o lugar à volta da gamela. Agora perante a inevitabilidade de chamar pela ajuda estrangeira, até já há quem nos tente convencer que a vinda do FMI até não é assim tão mau.

O limite para o descaramento já há muito se perdeu.

Pois eu digo, que aprendamos com os Gregos e quando nos cruzarmos com tais animais, que se não lhes bata, mas que se lhes cuspa, que se lhes lancem pedras ou o que mais vier à mão.

O desprezo por tão má raça nunca é de mais.

Por Portugal....

23/10/2010

E você sabe o que é a ongoing?

O deputado Agostinho Branquinho do PSD, interrogava-se na Assembleia da República, numa comissão parlamentar que teve lugar há cerca de oito meses, sobre o que era isso da ongoing, não sabia.

“...Em fevereiro passado, o deputado do PSD Agostinho Branquinho tinha muitas dúvidas sobre a atividade deste grupo. A começar pela pergunta mais básica de todas: "O que é a Ongoing? É um grupo de media? É uma das questões que mais tem atravessado esta discussão sobre as questões da liberdade de expressão", dizia o deputado, quando questionou na Assembleia da República o diretor do "Diário Económico", e administrador da Ongoing, António Costa....fonte expresso






Hoje já descobriu, alguém o esclareceu.

Agostinho Branquinho foi contratado para um alto quadro na empresa.

tempos complicados

Quando Margaret Tatcher subiu ao poder em 1979, o Reino Unido iníciou um dos seus períodos mais negros em termos sociais. Sob o governo Tatcher, a produção industrial diminuiu drasticamente aumentando o desemprego, triplicou desde a sua subida ao poder e a proliferação de falências.


..à austeridade que acompanhou a sua administração, dado que o objetivo de reduzir a inflação era prioritário. Não obstante, durante seu governo a inflação dobrou entre 1979 e 1980 (de 10 para cerca de 20% a.a.), e retornou aos dois dígitos no final de década de 1980. Em meados de 1981 a economia do Reino Unido mergulhou numa profunda recessão. Quando o nível de desemprego atingiu o recorde de 3 milhões [3] (era menos de 1 milhão na posse Thatcher), as críticas às suas políticas econômicas se multiplicaram. Em 1981, numa famosa carta ao jornal Times , 365 economistas conclamaram o governo Thatcher a mudar as diretrizes de sua política econômica e a pôr um fim à recessão....fonte wikipedia

Com o aumento do desemprego, aumentaram também as filas de pessoas à porta dos “job centers”, tentando aceder ao subsídio de desemprego, como é normal para o fazer têm de preeencher um impresso, designado por Unemployment Benefit 40 .

Foi desse impresso e ao encontrarem-se na fila do centro de emprego, que os irmãos Ali (voz e guitarra) e Robin Campbell (guitarra), Earl Falconer (baixo), Mickey Virtue (teclados), Brian Travers (saxofone), Jim Brown (bateria) e Norman Hassan (percurssão), retiraram o nome do agrupamento musical UB40 que vieram a formar.


Mesmo em situações complicadas, há sempre saída. O que é preciso é descobrir onde está a porta.

18/10/2010

Para recordar.

Novidades dos Flávio com F de Folha.


Mão amiga, trouxe ao meu conhecimento o vídeo abaixo sobre os Flávio, colocado no youtube por "majestic1965", que não conheço, mas a quem agradeço.

Como neste blog se gosta de memórias (boas), aqui fica mais uma.

Espero que apreciem. E não deixem de atentar ao aspecto, bem mais novo de muitos dos envolvidos.




PS-Aquelas moças ali a dançar é que eu não sei quem são.