É o sucesso do momento. A música dos Deolinda, “Parva que sou”, toca bem fundo a muitos de nós e por isso soa como um grito, que mostra a todos o que se tem feito a Portugal nos últimos 20 anos. Existe uma regra de ouro que qualquer sociedade deve ter por dever cumprir. Proporcionar às gerações vindouras melhores condições de vida do que aquelas que tiveram as gerações precedentes.
Portugal tem falhado clamorosamente neste objectivo.
07/02/2011
17/01/2011
No mesmo tom...
(Cee Lo Green)
I see you driving ’round town
With the girl i love and i’m like,
Forget you!
Oo, oo, ooo
I guess the change in my pocket
Wasn’t enough i’m like,
Forget you!
And forget her too!
I said, if i was richer, i’d still be with ya
Ha, now ain’t that some shit? (ain’t that some shit?)
And although there’s pain in my chest
I still wish you the best with a…
Forget you!
Oo, oo, ooo
Yeah i’m sorry, i can’t afford a ferrari,
But that don’t mean i can’t get you there.
I guess he’s an xbox and i’m more atari,
But the way you play your game ain’t fair.
I pity the fool that falls in love with you
(oh shit she’s a gold digger)
Well
(just thought you should know nigga)
Ooooooh
I’ve got some news for you
Yeah go run and tell your little boyfriend
Now i know, that i had to borrow,
Beg and steal and lie and cheat.
Trying to keep ya, trying to please ya.
‘Cause being in love with you ass ain’t cheap.
I pity the fool that falls in love with you
(oh shit she’s a gold digger)
Well
(just thought you should know nigga)
Ooooooh
I’ve got some news for you
Yeah go run and tell your little boyfriend
Now baby, baby, baby, why d’you wanna wanna hurt me so bad?
(so bad, so bad, so bad)
I tried to tell my mamma but she told me
“this is one for your dad”
(your dad, your dad, your dad)
Uh! Whhhy? Uh! Whhhy? Uh!
Whhhy lady? Oh! I love you oh!
I still love you. Oooh!
Vamos lá enfrentar o ano de forma positiva
Por vezes faz bem ler o que pensam e como nos vêem aqueles que escolheram viver entre nós. Entre estes, nem todos terão coisas positivas para revelar, mas sempre prefiro ouvir aqueles que vêm o copo meio cheio, do que os que o preferem ver meio vazio, para isso já bastamos nós.
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
08/01/2011
Tempos complicados
Eu não quero fazer um retrato negro, mas a verdade é que temos um presidente enrolado na compra de acções de forma muito duvidosa. Temos um comandante geral da GNR que se auto-aumenta em 1100 euros e com retroactivos a Janeiro de 2010, o que o fez receber mais do que 15000 euros antes de se reformar. Temos a tropa a "gamar" armas para tráfico ou outra coisa pior. Vemos o crime organizado a aumentar de uma forma que já não é possível ignorar, a educação a ir de mal a pior, chegando ao ponto de o próprio ministério da educação vir agora dizer que os alunos não sabem nem raciocinar nem exprimir-se. Temos uma justiça enrolada, injusta e até perigosa. Temos os partidos a enganarem os portugueses, aprovando an AR uma lei de financiamento que lhe permite "sacar" ainda mais do que já sacam. Para finalizar temos o FMI agora à porta.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
Túnel
O Nuno fez chegar-me esta linda foto das obras de sustentação do velhinho túnel de acesso à estação.
Pelo tom das palavras do Nuno depreendo estarem as obras terminadas.
Sugiro agora, que plantem umas videiras, quando crescerem sempre darão para criar sombra, depois juntando umas mesas umas cadeiras e uma barraca a vender cervejolas e couratos, sempre dará para se aproveitar nas quentes tardes de verão, fazendo até o local mais seguro.
Pelo tom das palavras do Nuno depreendo estarem as obras terminadas.
Sugiro agora, que plantem umas videiras, quando crescerem sempre darão para criar sombra, depois juntando umas mesas umas cadeiras e uma barraca a vender cervejolas e couratos, sempre dará para se aproveitar nas quentes tardes de verão, fazendo até o local mais seguro.
30/12/2010
Copy-Paste
"...Saúde gastou 21 milhões de euros em consultoria que não serviu para nada..."
"...Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo.."
"...Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo.."
ambas no Público.
28/12/2010
Raciocínio circular.
A democracia trouxe os partidos, estes alimentam-se dos nossos impostos, dinheiro que, como se sabe, vem dos nossos salários. Em troca, os partidos “criam” a legislação que regula a nossa vida comum.
O princípio parece-me certo, eles, os partidos, como nossos empregados, trabalham para nós, seus patrões, que lhes pagamos pelo trabalho executado, nada a opor quando o trabalho é bem feito. Só que por vezes o processo não é tão simples como parece, os partidos ganham vida, começam a querer usar o dinheiro que lhes damos de forma menos correcta, procuram obter vantagens, ganhar poder de decisão que lhes permita obter benefícios eleitorais e dinheiro, riqueza e mais poder, ou seja, deixam de fazer aquilo para que foram pensados. Nestes casos, quando detectados os partidos são chamados à razão pelo tribunal constitucional e obrigados a pagar multas, como não são os partidos que decidem por si, mas sim os seus dirigentes, são estes os responsáveis pelo pagamento das multas, o que parece justo e até, de certo modo, desencorajador de malfeitorias. É a democracia a funcionar.
Pois bem, era, já não é, agora por obra e graça do PS, do seu partido gémeo, o PSD, e do acólito CDS, as multas a pagar pelos dirigentes partidários passam a poder ser descontadas como despesas dos próprios partidos, quer isto dizer que, quem pagará as multas serão, a partir de agora, os mesmos de sempre, nós, uma vez que é o nosso dinheiro, através dos impostos, que cobre as despesas partidárias.
Ou seja, eles cometem o “crime”, o tribunal condena-os, nós pagamos.
Está certo.
Bom Ano de 2011.
O princípio parece-me certo, eles, os partidos, como nossos empregados, trabalham para nós, seus patrões, que lhes pagamos pelo trabalho executado, nada a opor quando o trabalho é bem feito. Só que por vezes o processo não é tão simples como parece, os partidos ganham vida, começam a querer usar o dinheiro que lhes damos de forma menos correcta, procuram obter vantagens, ganhar poder de decisão que lhes permita obter benefícios eleitorais e dinheiro, riqueza e mais poder, ou seja, deixam de fazer aquilo para que foram pensados. Nestes casos, quando detectados os partidos são chamados à razão pelo tribunal constitucional e obrigados a pagar multas, como não são os partidos que decidem por si, mas sim os seus dirigentes, são estes os responsáveis pelo pagamento das multas, o que parece justo e até, de certo modo, desencorajador de malfeitorias. É a democracia a funcionar.
Pois bem, era, já não é, agora por obra e graça do PS, do seu partido gémeo, o PSD, e do acólito CDS, as multas a pagar pelos dirigentes partidários passam a poder ser descontadas como despesas dos próprios partidos, quer isto dizer que, quem pagará as multas serão, a partir de agora, os mesmos de sempre, nós, uma vez que é o nosso dinheiro, através dos impostos, que cobre as despesas partidárias.
Ou seja, eles cometem o “crime”, o tribunal condena-os, nós pagamos.
Está certo.
Bom Ano de 2011.
23/12/2010
À mulher de César e outras coisas que tais...
“...Enquanto o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines se deslocou á reunião pública camarária de ontem, para reclamar justamente o reforço das transferências, não é que , passados alguns minutos e após a sua saída, a CDU, através da sua representante na Vereação, permitiu o pagamento da quantia de € 240 000 a uma sociedade de Advogados de Lisboa....”
O que está acima transcrito foi o que escreveu o vereador Serpa no seu blog. Por mim, mas isto sou apenas eu a pensar, em nome da coerência, gostava de ver a CDU esclarecer este assunto.
O que está acima transcrito foi o que escreveu o vereador Serpa no seu blog. Por mim, mas isto sou apenas eu a pensar, em nome da coerência, gostava de ver a CDU esclarecer este assunto.
Quando eu um dia e, apenas por um dia, trabalhei no Teófilo Fontainhas Neto.
Abraço a um amigo meu.
É verdade, já trabalhei para o Teófilo, fi-lo por duas vezes, uma em regime de prestação de serviços e a outra em regime de trabalhador assalariado, esta com a particularidade de nada ter recebido. Sem culpa da entidade patronal, devo dizer.
Estávamos no início do verão e sem nada para fazer naquelas férias grandes, longas como já não se vêm e resolvemos, eu e um bom amigo meu, irmos acampar. Problema a resolver, não tínhamos dinheiro, mais eu do que ele, penso. A solução, ir trabalhar. Como é óbvio não é?
Escolhemos o Teófilo, que era normalmente o utilizado por alguns dos jovens da terra para ganhar umas massas no verão, e falámos com alguém na empresa que já não recordo. Fomos contratados de imediato e começámos no dia seguinte pela manhã. A minha função inicial foi a de fazer paletes de grades de cerveja com garrafas vazias, o que até não foi mau, mais tarde passei a empilhar grades, fui promovido, desta feita com garrafas cheias num camião que iria sair para a distribuição, o que já foi mais duro.
O meu amigo, levado pelo canto da Sereia, decidiu responder afirmativamente ao pedido para ir no camião distribuir barris de imperial para Albufeira.
O dia de trabalho depressa passou, para mim que ainda recordo ter ido para casa dorido mas satisfeito, tomei um bom banho, jantei e voltei para o ponto de encontro, a já célebre placa de cimento em frente ao BNU. Deveriam ser já umas oito ou nove horas quando vimos, eu e todos os outros que por ali se juntavam, passar o camião do Teófilo de regresso à base. Para eles estava prestes a acabar o dia de trabalho, longo como tudo, tão longo que deixou o meu amigo de cama e, com isso, terminou com a nossa carreira no Teófilo. A dele porque se julgou explorado, eu diria mais praxado, a minha porque já não tinha razão de ser, sem colega, era bem melhor usar as férias para gozar Messines. Foi o que fizemos
Penso que ainda hoje, por vezes, se fala nessa jornada de trabalho. E não deixo de a recordar como algo com o qual também aprendi. Fez parte das dores de crescimento.
É verdade, já trabalhei para o Teófilo, fi-lo por duas vezes, uma em regime de prestação de serviços e a outra em regime de trabalhador assalariado, esta com a particularidade de nada ter recebido. Sem culpa da entidade patronal, devo dizer.
Estávamos no início do verão e sem nada para fazer naquelas férias grandes, longas como já não se vêm e resolvemos, eu e um bom amigo meu, irmos acampar. Problema a resolver, não tínhamos dinheiro, mais eu do que ele, penso. A solução, ir trabalhar. Como é óbvio não é?
Escolhemos o Teófilo, que era normalmente o utilizado por alguns dos jovens da terra para ganhar umas massas no verão, e falámos com alguém na empresa que já não recordo. Fomos contratados de imediato e começámos no dia seguinte pela manhã. A minha função inicial foi a de fazer paletes de grades de cerveja com garrafas vazias, o que até não foi mau, mais tarde passei a empilhar grades, fui promovido, desta feita com garrafas cheias num camião que iria sair para a distribuição, o que já foi mais duro.
O meu amigo, levado pelo canto da Sereia, decidiu responder afirmativamente ao pedido para ir no camião distribuir barris de imperial para Albufeira.
O dia de trabalho depressa passou, para mim que ainda recordo ter ido para casa dorido mas satisfeito, tomei um bom banho, jantei e voltei para o ponto de encontro, a já célebre placa de cimento em frente ao BNU. Deveriam ser já umas oito ou nove horas quando vimos, eu e todos os outros que por ali se juntavam, passar o camião do Teófilo de regresso à base. Para eles estava prestes a acabar o dia de trabalho, longo como tudo, tão longo que deixou o meu amigo de cama e, com isso, terminou com a nossa carreira no Teófilo. A dele porque se julgou explorado, eu diria mais praxado, a minha porque já não tinha razão de ser, sem colega, era bem melhor usar as férias para gozar Messines. Foi o que fizemos
Penso que ainda hoje, por vezes, se fala nessa jornada de trabalho. E não deixo de a recordar como algo com o qual também aprendi. Fez parte das dores de crescimento.
-7ºC
Foi com menos 7 que fui trabalhar na última terça-feira. Record pessoal.
Como é hábito e, este Natal não poderia ser diferente, aqui deixo a minha selecção para a canção da época. É velhinha, o gajo é feio que nem uma roda de camião, ela não é melhor, mas a música, quanto a mim é muito boa.
Bom Natal para todos.
Como é hábito e, este Natal não poderia ser diferente, aqui deixo a minha selecção para a canção da época. É velhinha, o gajo é feio que nem uma roda de camião, ela não é melhor, mas a música, quanto a mim é muito boa.
Bom Natal para todos.
The Pogues-Fairytale of New York
17/12/2010
Sinais de fumo.
O Nuno Cruz fez o favor de me enviar esta foto, bem conhecida para vocês, penso, surpreendente para mim. Temos a Junta e a Câmara de costas voltadas uma para a outra. Espero que não se esqueçam, uns e outros, que quem os elegeu, não está aqui para ver birras, mas sim problemas resolvidos.
13/12/2010
12/12/2010
Tim Minchin
Ontem foi noite de saída, fui ver o Tim Minchin.
Excelente concerto!!
Tim Minchin, na MetroRadio Arena (Newcastle).
Excelente concerto!!
Prejudice (preconceito).
10/12/2010
A Câmara Municipal de Silves e os Critérios, ou como a Matemática não Engana.
Proposta de Orçamento da CM de Silves para 2011.
Foi com atenção que li os posts nos Blogs “25 de Abril”, da Tânia Mealha e, “Coisas da Economia”, do Francisco Martins, onde estes mostram o quadro de cortes proposto pela CM de Silves para as diferentes freguesias.
Lamentam-se, mais o Francisco que a Tânia, esta é mais guerreira, não entender o critério utilizado para estabelecer os cortes referidos, alguns chegando aos 50%, mas já vislumbravam que as juntas de freguesia da CDU eram de longe as mais prejudicadas.
A Tânia mostra ainda ter esperança quando escreve “...claro que temos que ter em conta que esta medida só passa se o PS votar favoravelmente uma vez que o PSD não tem maioria...”. Vamos ver.
Fiquei curioso com o assunto e dei-me ao trabalho de ir ver os dados fornecidos com maior detalhe.
Tentei correlacionar a percentagem do corte atribuído a cada freguesia, com a votação obtida por cada partido nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia . Se acaso houvesse "marosca", como insinuavam a Tânia e o Francisco, essa seria prontamente revelada pelo gráfico na forma de uma clara correlação linear, que seria evidenciada por uma distribuição dos cortes ao longo de uma linha recta. Indicando assim que as percentagens de corte nos fundos atribuidos estavam de facto relacionados com a escolha feita pelos eleitores, quando colocarem o seu voto nas urnas.
Pois bem, os resultados não poderiam ser mais claros:
Para o PSD, na CM de Silves, o PS é indiferente, não passa de uma força política que poderá sempre ser útil e, como tal, convém não a hostilizar. Por isso mesmo, a votação no PS não foi utilizada como critério para a distribuição dos cortes e o gráfico mostra uma correlação nula.
Já quanto ao próprio PSD e à CDU a conversa é diferente. Como quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte, o PSD tratou de presentear as suas juntas com os menores cortes possíveis, o gráfico mostra que quanto maior a votação no PSD menor é o corte efectuado na verba a transferir para as juntas.
Já a CDU é claramente o inimigo a abater e a CM Silves não faz disso segredo, castigando as freguesias rebeldes. Quem ousou votar na CDU leva! (Jorge Coelho não diria melhor). O gráfico mostra claramente que quanto maior foi a percentagem de votos atribuída à CDU maior é o corte na verba atribuída, ou seja a mensagem é clara, "desenrasquem-se e para a próxima não repitam a graça".
É assim a vida, eu só digo, "não é nada que o Alberto João não tenha já feito na Madeira". E já se sabe, bons mestres fazem bons alunos.
Foi com atenção que li os posts nos Blogs “25 de Abril”, da Tânia Mealha e, “Coisas da Economia”, do Francisco Martins, onde estes mostram o quadro de cortes proposto pela CM de Silves para as diferentes freguesias.
Lamentam-se, mais o Francisco que a Tânia, esta é mais guerreira, não entender o critério utilizado para estabelecer os cortes referidos, alguns chegando aos 50%, mas já vislumbravam que as juntas de freguesia da CDU eram de longe as mais prejudicadas.
A Tânia mostra ainda ter esperança quando escreve “...claro que temos que ter em conta que esta medida só passa se o PS votar favoravelmente uma vez que o PSD não tem maioria...”. Vamos ver.
Fiquei curioso com o assunto e dei-me ao trabalho de ir ver os dados fornecidos com maior detalhe.
Tentei correlacionar a percentagem do corte atribuído a cada freguesia, com a votação obtida por cada partido nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia . Se acaso houvesse "marosca", como insinuavam a Tânia e o Francisco, essa seria prontamente revelada pelo gráfico na forma de uma clara correlação linear, que seria evidenciada por uma distribuição dos cortes ao longo de uma linha recta. Indicando assim que as percentagens de corte nos fundos atribuidos estavam de facto relacionados com a escolha feita pelos eleitores, quando colocarem o seu voto nas urnas.
Pois bem, os resultados não poderiam ser mais claros:
Para o PSD, na CM de Silves, o PS é indiferente, não passa de uma força política que poderá sempre ser útil e, como tal, convém não a hostilizar. Por isso mesmo, a votação no PS não foi utilizada como critério para a distribuição dos cortes e o gráfico mostra uma correlação nula.
Correlação do corte por freguesia com a votação no PS para a Assembleia de Freguesia
Já quanto ao próprio PSD e à CDU a conversa é diferente. Como quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte, o PSD tratou de presentear as suas juntas com os menores cortes possíveis, o gráfico mostra que quanto maior a votação no PSD menor é o corte efectuado na verba a transferir para as juntas.
Já a CDU é claramente o inimigo a abater e a CM Silves não faz disso segredo, castigando as freguesias rebeldes. Quem ousou votar na CDU leva! (Jorge Coelho não diria melhor). O gráfico mostra claramente que quanto maior foi a percentagem de votos atribuída à CDU maior é o corte na verba atribuída, ou seja a mensagem é clara, "desenrasquem-se e para a próxima não repitam a graça".
Correlação do corte por freguesia com a votação para a Assembleia de Freguesia no PSD (a amarelo) e na CDU (a vermelho)
É assim a vida, eu só digo, "não é nada que o Alberto João não tenha já feito na Madeira". E já se sabe, bons mestres fazem bons alunos.
05/12/2010
Conversas em tempo real.
A pedido de várias familias o “chat” está de novo activo.
Procurem mais em baixo no lado direito.
Procurem mais em baixo no lado direito.
Quando uma excepção, já não é isso mesmo.
“Governo dá excepção a dirigentes
Altos quadros do Estado que já acumulam ordenado e pensão não são abrangidos pela proibição dessa regalia.” in CM
“O Governo Regional dos Açores criou uma medida que visa aligeirar o impacto dos cortes salariais para os funcionários públicos...” in expresso
E há mais.....
Altos quadros do Estado que já acumulam ordenado e pensão não são abrangidos pela proibição dessa regalia.” in CM
“O Governo Regional dos Açores criou uma medida que visa aligeirar o impacto dos cortes salariais para os funcionários públicos...” in expresso
E há mais.....
29/11/2010
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