Por aqui apoiam-se os que andam à rasca.
Razões? Várias, mas acima de tudo por não ser hipócrita nem ter a memória curta.
Se me fosse possível, hoje iria à manifestação, iria e levaria as minhas filhas, ainda novas para estes caldinhos, Eu sei. Mas serviria para começarem a aprender que não se pode confiar neste estado bandido. Servido por corruptos do pior que já se viu, verdadeiros vendilhões do templo, que não hesitam em vender o próprio País se isso lhes render 10 tostões.
Apoio os jovens que se querem manifestar. Não esqueço o que os sucessivos governos deste país têm feito, a eles e a outros menos jovens. Não esqueço e não sou hipócrita, coisa que muitos que agora decidiram criticar parecem ser.
NÃO ESQUEÇO quem foi que transformou o ensino no que hoje é. Quem disse a estes jovens que não valia a pena estudar, que não valia a pena o esforço, que o que interessava era ter o canudo. O resto, o bom emprego viria depois, um qualquer amigo, uma qualquer cunha, aqui ou ali, logo resolveria o assunto.
NÃO ESQUEÇO quem foi que deixou e incentivou o criar de dezenas de universidades de vão de escada. Cursos que tinham apenas por objectivo o dar um canudo, sem qualquer plano estratégico de desenvolvimento do país, sem cuidar de atender às necessidades do mercado, nada! Apenas e só o formar por formar. O que interessava era sacar o dinheiro aos papalvos.
NÃO ESQUEÇO os muitos que agora se indignam contra os jovens, mas que por lá andaram, nas Lusíadas e nas Independentes deste Portugal a venderem aulas aos patos. Nessa altura não se indignaram com o que viam. Não, o que aí interessava era o dinheiro extra para juntar ao vencimento no final do mês.
SIM, EU NÃO ESQUEÇO a cultura do cartão do partido, a cultura da cunha e do roubo à descarada.
NÃO ESQUEÇO.
E vejo agora, uma vez mais, o que sempre vi. Os que mais têm, a exigir, aos outros, sempre aos outros, aos que no momento estão por baixo.
"Paguem pelos erros que cometeram, esqueçam quem os levou ao engano, carreguem a culpa. Esqueçam quem vos induziu no erro, quem vos levou a acreditar que tudo seria fácil, quem destruiu por completo o tecido produtivo deste País. Quem devia cuidar, governar e gerir o futuro de gerações e não o fez por incúria. Esqueçam e façam-se à vida. Mas por favor, façam-no com pouco barulho."
Fácil àqueles que andam de barriga cheia, exigir sacrifícios aos outros, dar-lhes lições e exigir que se comportem como pobrezinhos que são.
Seguem sem pudor, a vergonha já lhes caiu ao chão.
Santa hipocrisia. Povo burro, estúpido que nem aos seus filhos sabe fazer justiça.
12/03/2011
Falta a Fotografia.
Oferta de trabalho- CM Loulé
Retirado da Bolsa de Emprego Público
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Caracterização da Oferta
________________________________________
Código da Oferta: OE201103/0128
Tipo Oferta: Procedimento Concursal Comum
Estado: Activa
Nível Orgânico: Câmaras Municipais
Órgão/Serviço: Câmara Municipal - Loulé
Vínculo: CTFP por tempo indeterminado
Regime: Carreiras Gerais
Carreira: Técnico Superior
Categoria: Técnico Superior
Grau de Complexidade: 3
Remuneração: Nos termos do artº 55º da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro
Descrição sumária das funções a exercer no posto de trabalho a concurso:
a)Promover acções no âmbito da responsabilidade técnica pela gestão da manutenção e conservação das instalações desportivas municipais, em Quarteira, nomeadamente: complexo de Piscinas Municipais; Complexo do Estádio Municipal, englobando campo de futebol de relva natural, campo de futebol de relva sintética, pista de atletismo, ginásio; Campo de Ténis e Pavilhões.
b) Coordenação, estudo, organização e direcção de actividades inerentes à gestão e manutenção de instalações desportivas;
c)Coordenar e gerir equipas de trabalhadores que se enquadram no âmbito das competências atrás definidas;
d) Elaborar planos de manutenção e estabelecer procedimentos operativos de instalações e equipamentos de climatização, tratamento de ar, central térmica e tratamento de águas,
e) Planeamento, aplicação de métodos e processo Físico-Químicos de tratamento de águas de piscinas;
f)Desenvolver e promover acções que visem a manutenção de relvados naturais em campo de futebol;
g) Desenvolver e promover acções que visem a manutenção de relvados sintéticos em campo de futebol.
Requisitos de admissão:
Habilitação Literária: Licenciatura
Descrição da Habilitação Literária: Física e Quimica-Ramo de Formação Educacional
Admissão de candidatos não titulares da habilitação exigida: Não
“””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””
Com a intenção de auxiliar a CM de Loulé e em concreto a pessoa responsável por esta contratação anunciada. Junto lista de habilitações possível para o desempenho das funções descritas:
Bioquímica, Biofísica, Física Aplicada, Química, Química Aplicada, Biologia, Engenharia do Ambiente.
Qualquer das habilitações acima descritas parece-me adequada ao desempenho das funções descritas, escapa-me assim a razão para a fixação demonstrada pela CM de Loulé, por um licenciado(a) em Física e em particular que tenha de ser do ramo educacional.
Um dia quando forem todos varridos a pau de marmeleiro, ou pior, queixem-se.
Retirado da Bolsa de Emprego Público
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Caracterização da Oferta
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Código da Oferta: OE201103/0128
Tipo Oferta: Procedimento Concursal Comum
Estado: Activa
Nível Orgânico: Câmaras Municipais
Órgão/Serviço: Câmara Municipal - Loulé
Vínculo: CTFP por tempo indeterminado
Regime: Carreiras Gerais
Carreira: Técnico Superior
Categoria: Técnico Superior
Grau de Complexidade: 3
Remuneração: Nos termos do artº 55º da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro
Descrição sumária das funções a exercer no posto de trabalho a concurso:
a)Promover acções no âmbito da responsabilidade técnica pela gestão da manutenção e conservação das instalações desportivas municipais, em Quarteira, nomeadamente: complexo de Piscinas Municipais; Complexo do Estádio Municipal, englobando campo de futebol de relva natural, campo de futebol de relva sintética, pista de atletismo, ginásio; Campo de Ténis e Pavilhões.
b) Coordenação, estudo, organização e direcção de actividades inerentes à gestão e manutenção de instalações desportivas;
c)Coordenar e gerir equipas de trabalhadores que se enquadram no âmbito das competências atrás definidas;
d) Elaborar planos de manutenção e estabelecer procedimentos operativos de instalações e equipamentos de climatização, tratamento de ar, central térmica e tratamento de águas,
e) Planeamento, aplicação de métodos e processo Físico-Químicos de tratamento de águas de piscinas;
f)Desenvolver e promover acções que visem a manutenção de relvados naturais em campo de futebol;
g) Desenvolver e promover acções que visem a manutenção de relvados sintéticos em campo de futebol.
Requisitos de admissão:
Habilitação Literária: Licenciatura
Descrição da Habilitação Literária: Física e Quimica-Ramo de Formação Educacional
Admissão de candidatos não titulares da habilitação exigida: Não
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Com a intenção de auxiliar a CM de Loulé e em concreto a pessoa responsável por esta contratação anunciada. Junto lista de habilitações possível para o desempenho das funções descritas:
Bioquímica, Biofísica, Física Aplicada, Química, Química Aplicada, Biologia, Engenharia do Ambiente.
Qualquer das habilitações acima descritas parece-me adequada ao desempenho das funções descritas, escapa-me assim a razão para a fixação demonstrada pela CM de Loulé, por um licenciado(a) em Física e em particular que tenha de ser do ramo educacional.
Um dia quando forem todos varridos a pau de marmeleiro, ou pior, queixem-se.
06/03/2011
26/02/2011
"Inducação"
A cena “passa-se” num teste de Física do 11º ano.
Para que não pensem coisas esquisitas, notem que o teste foi elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação.
Introdução:
"Durante algum tempo o magnetismo e a electricidade ignoraram-se mutuamente. Foi só no início do século XIX que um dinamarquês, Hans Christian Oersted, reparou que uma agulha magnética sofria um desvio quando colocada perto de um circuito eléctrico, à semelhança do que acontecia quando estava perto de um íman. Existia pois uma relação entre electricidade e magnetismo.”
Pergunta:
“Transcreva a parte do texto que refere o que Oersted observou."
Para que não pensem coisas esquisitas, notem que o teste foi elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação.
Introdução:
"Durante algum tempo o magnetismo e a electricidade ignoraram-se mutuamente. Foi só no início do século XIX que um dinamarquês, Hans Christian Oersted, reparou que uma agulha magnética sofria um desvio quando colocada perto de um circuito eléctrico, à semelhança do que acontecia quando estava perto de um íman. Existia pois uma relação entre electricidade e magnetismo.”
Pergunta:
“Transcreva a parte do texto que refere o que Oersted observou."
SWOT ataca em Messines
Dei por ele na minha última deslocação a Messines. Trata-se de um vírus perigoso, ataca quando menos se espera e em condições de meio intelectual, tipo trabalhos escolares, blogues e, quem sabe, poderá até vir a atacar na CM de Silves. É este o meu grande receio.
O meu primeiro contacto com este bicho deu-se quando me foi pedido que desse uma vista de olhos a um trabalho escolar de um familiar próximo. A dado passo, paro de ler e pergunto - que raio é isto “SWOT”? Ao que me responderam – Não sabes? (e eu a ver nos olhos dela, “olha este não sabe o que é o SWOT, eheheh..e coisa assim..”).
Na altura ainda não sabia, mas agora já sei, a incredulidade do sabedor, face ao outro, o que não sabe e como tal não pode pertencer à tribo dos SWOTs, é um sintoma que revela de pronto o estado infeccioso do paciente.
Pois o meu grande receio no momento é que o vereador Serpa seja, ele também o próximo afectado pelo SWOT.
Quanto a mim que estou assim mais afastado e como tal menos envolvido emocionalmente, o vereador Serpa parece-me ser o mais sério candidato a próximo presidente da CM Silves. Eu sei que o nosso conterrâneo Serpa já lá anda há vinte anos, e que muitos o atacam por só agora ter acordado, mas para mim esta é mais uma razão para ele ser o melhor candidato.
O vereador Serpa já está treinado, leva vinte e tal anos de treinos intensivos, conhece os dossiers como ninguém e tem estabelecido uma relação transparente com o eleitorado. Tem revelado “tudo” o que se passa nas reuniões da CM, para que os eleitores assim, possam julgar melhor a forma como a câmara está a ser gerida.
Diria mesmo que o nosso conterrâneo vereador, tem sido o único a trabalhar para nós, os eleitores, os outros não, têm andado escondidos, aguardam melhores tempos para avançarem, numa clara jogada política, com o intuito de mais fácilmente chegar ao tacho. Se o PS, ele próprio, não trair o seu vereador, acredito que os silvenses acabarão por premiar o esforço do nosso vereador.
Para o justificar basta-me dizer, em resumo, que o vereador Serpa transformou a CM de Silves numa “casa com paredes de vidro”.
Por tudo o que acabo de referir, espero bem que o SWOT não consiga infectar este nosso conterrâneo, é que se tal vier a acontecer, lá iremos começar a ouvi-lo falar em Strengths, Weaknesses, Opportunities, and Threats, e já sabem quando tal acontece estamos tramados.
O SWOT tem a capacidade única de transformar do dia para a noite (normalmente isto ocorre em noite de eleições), um potencial bom presidente numa qualquer Isabel Soares.
Faço votos para que tal não suceda. Deus o proteja do SWOT, nós agradecemos.
O meu primeiro contacto com este bicho deu-se quando me foi pedido que desse uma vista de olhos a um trabalho escolar de um familiar próximo. A dado passo, paro de ler e pergunto - que raio é isto “SWOT”? Ao que me responderam – Não sabes? (e eu a ver nos olhos dela, “olha este não sabe o que é o SWOT, eheheh..e coisa assim..”).
Na altura ainda não sabia, mas agora já sei, a incredulidade do sabedor, face ao outro, o que não sabe e como tal não pode pertencer à tribo dos SWOTs, é um sintoma que revela de pronto o estado infeccioso do paciente.
Pois o meu grande receio no momento é que o vereador Serpa seja, ele também o próximo afectado pelo SWOT.
Quanto a mim que estou assim mais afastado e como tal menos envolvido emocionalmente, o vereador Serpa parece-me ser o mais sério candidato a próximo presidente da CM Silves. Eu sei que o nosso conterrâneo Serpa já lá anda há vinte anos, e que muitos o atacam por só agora ter acordado, mas para mim esta é mais uma razão para ele ser o melhor candidato.
O vereador Serpa já está treinado, leva vinte e tal anos de treinos intensivos, conhece os dossiers como ninguém e tem estabelecido uma relação transparente com o eleitorado. Tem revelado “tudo” o que se passa nas reuniões da CM, para que os eleitores assim, possam julgar melhor a forma como a câmara está a ser gerida.
Diria mesmo que o nosso conterrâneo vereador, tem sido o único a trabalhar para nós, os eleitores, os outros não, têm andado escondidos, aguardam melhores tempos para avançarem, numa clara jogada política, com o intuito de mais fácilmente chegar ao tacho. Se o PS, ele próprio, não trair o seu vereador, acredito que os silvenses acabarão por premiar o esforço do nosso vereador.
Para o justificar basta-me dizer, em resumo, que o vereador Serpa transformou a CM de Silves numa “casa com paredes de vidro”.
Por tudo o que acabo de referir, espero bem que o SWOT não consiga infectar este nosso conterrâneo, é que se tal vier a acontecer, lá iremos começar a ouvi-lo falar em Strengths, Weaknesses, Opportunities, and Threats, e já sabem quando tal acontece estamos tramados.
O SWOT tem a capacidade única de transformar do dia para a noite (normalmente isto ocorre em noite de eleições), um potencial bom presidente numa qualquer Isabel Soares.
Faço votos para que tal não suceda. Deus o proteja do SWOT, nós agradecemos.
19/02/2011
O arguido...
"...No interior dos partidos que alternam no poder, ou seja, no governo, há igualmente o problema, referido por Mário Soares na sua crónica, dos "boys que só pensam em ganhar dinheiro e promover-se".
É um problema cruciante nas democracias modernas, consequência daquilo a que Donatella Della Porta, professora de Administração Local na Universidade de Florença, considera uma "quebra progressiva da tensão ideológica, que deixou um vazio ao nível dos princípios éticos".
Essa "quebra dos estímulos ideológicos" abriu caminho a indivíduos mais sensíveis a motivações materiais, ou seja, à defesa dos seus interesses pessoais. De facto, a falta de pessoal qualificado, capaz de desempenhar funções de direcção política e de gestão da coisa pública, passou a ser compensada pela "oferta" de uma nova classe de oportunistas, atraídos por aquilo que a política lhes pode oferecer, tanto ao nível local como ao nível nacional, para multiplicarem os seus proventos pessoais.
É evidente que a "quebra da tensão ideológica" diminui bastante a capacidade dos partidos de formularem programas e políticas públicas consistentes e coerentes, em benefício da generalidade dos cidadãos. Clientelismo, nepotismo e patrimonialismo condicionam inevitavelmente a visão e os objectivos daqueles que detêm os poderes de decisão.
Assistimos então àquilo que se designa por "gestão clientelar" das ofertas de emprego na administração pública e nas empresas públicas, das nomeações políticas feitas pelos partidos, das adjudicações de obras e serviços públicos, e do favorecimento de certas empresas privadas.
"As práticas clientelares e de governo paralelo", como também são designadas, "transformaram os próprios partidos." Enfraqueceram a sua capacidade de canalizar, traduzir e corresponder às necessidades daqueles que representam – os representados – e, em contrapartida, "reforçaram a sua tendência para proporcionar vantagens aos seus representantes".
Toda esta intrincada teia de interesses e conivências – caracterizada pela emergência de indivíduos que a especulação enriqueceu rapidamente, pela arrogância dos novos poderosos e pela corrupção das elites, pelo aumento significativo das necessidades financeiras dos partidos políticos e pelo total desprezo votado à moral do serviço público – torna muito difícil imaginar "um novo impulso democrático", uma grande transformação política e uma verdadeira renovação ideológica dos partidos que alternam no poder...."
Alfredo Barroso, in Jornal i
É um problema cruciante nas democracias modernas, consequência daquilo a que Donatella Della Porta, professora de Administração Local na Universidade de Florença, considera uma "quebra progressiva da tensão ideológica, que deixou um vazio ao nível dos princípios éticos".
Essa "quebra dos estímulos ideológicos" abriu caminho a indivíduos mais sensíveis a motivações materiais, ou seja, à defesa dos seus interesses pessoais. De facto, a falta de pessoal qualificado, capaz de desempenhar funções de direcção política e de gestão da coisa pública, passou a ser compensada pela "oferta" de uma nova classe de oportunistas, atraídos por aquilo que a política lhes pode oferecer, tanto ao nível local como ao nível nacional, para multiplicarem os seus proventos pessoais.
É evidente que a "quebra da tensão ideológica" diminui bastante a capacidade dos partidos de formularem programas e políticas públicas consistentes e coerentes, em benefício da generalidade dos cidadãos. Clientelismo, nepotismo e patrimonialismo condicionam inevitavelmente a visão e os objectivos daqueles que detêm os poderes de decisão.
Assistimos então àquilo que se designa por "gestão clientelar" das ofertas de emprego na administração pública e nas empresas públicas, das nomeações políticas feitas pelos partidos, das adjudicações de obras e serviços públicos, e do favorecimento de certas empresas privadas.
"As práticas clientelares e de governo paralelo", como também são designadas, "transformaram os próprios partidos." Enfraqueceram a sua capacidade de canalizar, traduzir e corresponder às necessidades daqueles que representam – os representados – e, em contrapartida, "reforçaram a sua tendência para proporcionar vantagens aos seus representantes".
Toda esta intrincada teia de interesses e conivências – caracterizada pela emergência de indivíduos que a especulação enriqueceu rapidamente, pela arrogância dos novos poderosos e pela corrupção das elites, pelo aumento significativo das necessidades financeiras dos partidos políticos e pelo total desprezo votado à moral do serviço público – torna muito difícil imaginar "um novo impulso democrático", uma grande transformação política e uma verdadeira renovação ideológica dos partidos que alternam no poder...."
Alfredo Barroso, in Jornal i
Viagens à minha Terra
Estive em Messines a semana passada.
O motivo que me levou não foi o mais agradável. Mas ainda assim gostei, muito, de rever aqueles que consegui encontrar.
Em particular bebi uma bela água, acompanhada de uma ainda melhor conversa e um excelente amigo.
Grande abraço
O motivo que me levou não foi o mais agradável. Mas ainda assim gostei, muito, de rever aqueles que consegui encontrar.
Em particular bebi uma bela água, acompanhada de uma ainda melhor conversa e um excelente amigo.
Grande abraço
Estados de Espírito.
Tenho andado calado!
Vários motivos, muitas razões.
O 2011 não começou lá muito bem para mim.
Vários motivos, muitas razões.
O 2011 não começou lá muito bem para mim.
07/02/2011
Deolinda
É o sucesso do momento. A música dos Deolinda, “Parva que sou”, toca bem fundo a muitos de nós e por isso soa como um grito, que mostra a todos o que se tem feito a Portugal nos últimos 20 anos. Existe uma regra de ouro que qualquer sociedade deve ter por dever cumprir. Proporcionar às gerações vindouras melhores condições de vida do que aquelas que tiveram as gerações precedentes.
Portugal tem falhado clamorosamente neste objectivo.
Portugal tem falhado clamorosamente neste objectivo.
17/01/2011
No mesmo tom...
(Cee Lo Green)
I see you driving ’round town
With the girl i love and i’m like,
Forget you!
Oo, oo, ooo
I guess the change in my pocket
Wasn’t enough i’m like,
Forget you!
And forget her too!
I said, if i was richer, i’d still be with ya
Ha, now ain’t that some shit? (ain’t that some shit?)
And although there’s pain in my chest
I still wish you the best with a…
Forget you!
Oo, oo, ooo
Yeah i’m sorry, i can’t afford a ferrari,
But that don’t mean i can’t get you there.
I guess he’s an xbox and i’m more atari,
But the way you play your game ain’t fair.
I pity the fool that falls in love with you
(oh shit she’s a gold digger)
Well
(just thought you should know nigga)
Ooooooh
I’ve got some news for you
Yeah go run and tell your little boyfriend
Now i know, that i had to borrow,
Beg and steal and lie and cheat.
Trying to keep ya, trying to please ya.
‘Cause being in love with you ass ain’t cheap.
I pity the fool that falls in love with you
(oh shit she’s a gold digger)
Well
(just thought you should know nigga)
Ooooooh
I’ve got some news for you
Yeah go run and tell your little boyfriend
Now baby, baby, baby, why d’you wanna wanna hurt me so bad?
(so bad, so bad, so bad)
I tried to tell my mamma but she told me
“this is one for your dad”
(your dad, your dad, your dad)
Uh! Whhhy? Uh! Whhhy? Uh!
Whhhy lady? Oh! I love you oh!
I still love you. Oooh!
Vamos lá enfrentar o ano de forma positiva
Por vezes faz bem ler o que pensam e como nos vêem aqueles que escolheram viver entre nós. Entre estes, nem todos terão coisas positivas para revelar, mas sempre prefiro ouvir aqueles que vêm o copo meio cheio, do que os que o preferem ver meio vazio, para isso já bastamos nós.
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.
" Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Alex Ellis
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
08/01/2011
Tempos complicados
Eu não quero fazer um retrato negro, mas a verdade é que temos um presidente enrolado na compra de acções de forma muito duvidosa. Temos um comandante geral da GNR que se auto-aumenta em 1100 euros e com retroactivos a Janeiro de 2010, o que o fez receber mais do que 15000 euros antes de se reformar. Temos a tropa a "gamar" armas para tráfico ou outra coisa pior. Vemos o crime organizado a aumentar de uma forma que já não é possível ignorar, a educação a ir de mal a pior, chegando ao ponto de o próprio ministério da educação vir agora dizer que os alunos não sabem nem raciocinar nem exprimir-se. Temos uma justiça enrolada, injusta e até perigosa. Temos os partidos a enganarem os portugueses, aprovando an AR uma lei de financiamento que lhe permite "sacar" ainda mais do que já sacam. Para finalizar temos o FMI agora à porta.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
Mais próximo do fundo é difícil.
Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.
No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.
Túnel
O Nuno fez chegar-me esta linda foto das obras de sustentação do velhinho túnel de acesso à estação.
Pelo tom das palavras do Nuno depreendo estarem as obras terminadas.
Sugiro agora, que plantem umas videiras, quando crescerem sempre darão para criar sombra, depois juntando umas mesas umas cadeiras e uma barraca a vender cervejolas e couratos, sempre dará para se aproveitar nas quentes tardes de verão, fazendo até o local mais seguro.
Pelo tom das palavras do Nuno depreendo estarem as obras terminadas.
Sugiro agora, que plantem umas videiras, quando crescerem sempre darão para criar sombra, depois juntando umas mesas umas cadeiras e uma barraca a vender cervejolas e couratos, sempre dará para se aproveitar nas quentes tardes de verão, fazendo até o local mais seguro.
30/12/2010
Copy-Paste
"...Saúde gastou 21 milhões de euros em consultoria que não serviu para nada..."
"...Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo.."
"...Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo.."
ambas no Público.
28/12/2010
Raciocínio circular.
A democracia trouxe os partidos, estes alimentam-se dos nossos impostos, dinheiro que, como se sabe, vem dos nossos salários. Em troca, os partidos “criam” a legislação que regula a nossa vida comum.
O princípio parece-me certo, eles, os partidos, como nossos empregados, trabalham para nós, seus patrões, que lhes pagamos pelo trabalho executado, nada a opor quando o trabalho é bem feito. Só que por vezes o processo não é tão simples como parece, os partidos ganham vida, começam a querer usar o dinheiro que lhes damos de forma menos correcta, procuram obter vantagens, ganhar poder de decisão que lhes permita obter benefícios eleitorais e dinheiro, riqueza e mais poder, ou seja, deixam de fazer aquilo para que foram pensados. Nestes casos, quando detectados os partidos são chamados à razão pelo tribunal constitucional e obrigados a pagar multas, como não são os partidos que decidem por si, mas sim os seus dirigentes, são estes os responsáveis pelo pagamento das multas, o que parece justo e até, de certo modo, desencorajador de malfeitorias. É a democracia a funcionar.
Pois bem, era, já não é, agora por obra e graça do PS, do seu partido gémeo, o PSD, e do acólito CDS, as multas a pagar pelos dirigentes partidários passam a poder ser descontadas como despesas dos próprios partidos, quer isto dizer que, quem pagará as multas serão, a partir de agora, os mesmos de sempre, nós, uma vez que é o nosso dinheiro, através dos impostos, que cobre as despesas partidárias.
Ou seja, eles cometem o “crime”, o tribunal condena-os, nós pagamos.
Está certo.
Bom Ano de 2011.
O princípio parece-me certo, eles, os partidos, como nossos empregados, trabalham para nós, seus patrões, que lhes pagamos pelo trabalho executado, nada a opor quando o trabalho é bem feito. Só que por vezes o processo não é tão simples como parece, os partidos ganham vida, começam a querer usar o dinheiro que lhes damos de forma menos correcta, procuram obter vantagens, ganhar poder de decisão que lhes permita obter benefícios eleitorais e dinheiro, riqueza e mais poder, ou seja, deixam de fazer aquilo para que foram pensados. Nestes casos, quando detectados os partidos são chamados à razão pelo tribunal constitucional e obrigados a pagar multas, como não são os partidos que decidem por si, mas sim os seus dirigentes, são estes os responsáveis pelo pagamento das multas, o que parece justo e até, de certo modo, desencorajador de malfeitorias. É a democracia a funcionar.
Pois bem, era, já não é, agora por obra e graça do PS, do seu partido gémeo, o PSD, e do acólito CDS, as multas a pagar pelos dirigentes partidários passam a poder ser descontadas como despesas dos próprios partidos, quer isto dizer que, quem pagará as multas serão, a partir de agora, os mesmos de sempre, nós, uma vez que é o nosso dinheiro, através dos impostos, que cobre as despesas partidárias.
Ou seja, eles cometem o “crime”, o tribunal condena-os, nós pagamos.
Está certo.
Bom Ano de 2011.
23/12/2010
À mulher de César e outras coisas que tais...
“...Enquanto o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines se deslocou á reunião pública camarária de ontem, para reclamar justamente o reforço das transferências, não é que , passados alguns minutos e após a sua saída, a CDU, através da sua representante na Vereação, permitiu o pagamento da quantia de € 240 000 a uma sociedade de Advogados de Lisboa....”
O que está acima transcrito foi o que escreveu o vereador Serpa no seu blog. Por mim, mas isto sou apenas eu a pensar, em nome da coerência, gostava de ver a CDU esclarecer este assunto.
O que está acima transcrito foi o que escreveu o vereador Serpa no seu blog. Por mim, mas isto sou apenas eu a pensar, em nome da coerência, gostava de ver a CDU esclarecer este assunto.
Quando eu um dia e, apenas por um dia, trabalhei no Teófilo Fontainhas Neto.
Abraço a um amigo meu.
É verdade, já trabalhei para o Teófilo, fi-lo por duas vezes, uma em regime de prestação de serviços e a outra em regime de trabalhador assalariado, esta com a particularidade de nada ter recebido. Sem culpa da entidade patronal, devo dizer.
Estávamos no início do verão e sem nada para fazer naquelas férias grandes, longas como já não se vêm e resolvemos, eu e um bom amigo meu, irmos acampar. Problema a resolver, não tínhamos dinheiro, mais eu do que ele, penso. A solução, ir trabalhar. Como é óbvio não é?
Escolhemos o Teófilo, que era normalmente o utilizado por alguns dos jovens da terra para ganhar umas massas no verão, e falámos com alguém na empresa que já não recordo. Fomos contratados de imediato e começámos no dia seguinte pela manhã. A minha função inicial foi a de fazer paletes de grades de cerveja com garrafas vazias, o que até não foi mau, mais tarde passei a empilhar grades, fui promovido, desta feita com garrafas cheias num camião que iria sair para a distribuição, o que já foi mais duro.
O meu amigo, levado pelo canto da Sereia, decidiu responder afirmativamente ao pedido para ir no camião distribuir barris de imperial para Albufeira.
O dia de trabalho depressa passou, para mim que ainda recordo ter ido para casa dorido mas satisfeito, tomei um bom banho, jantei e voltei para o ponto de encontro, a já célebre placa de cimento em frente ao BNU. Deveriam ser já umas oito ou nove horas quando vimos, eu e todos os outros que por ali se juntavam, passar o camião do Teófilo de regresso à base. Para eles estava prestes a acabar o dia de trabalho, longo como tudo, tão longo que deixou o meu amigo de cama e, com isso, terminou com a nossa carreira no Teófilo. A dele porque se julgou explorado, eu diria mais praxado, a minha porque já não tinha razão de ser, sem colega, era bem melhor usar as férias para gozar Messines. Foi o que fizemos
Penso que ainda hoje, por vezes, se fala nessa jornada de trabalho. E não deixo de a recordar como algo com o qual também aprendi. Fez parte das dores de crescimento.
É verdade, já trabalhei para o Teófilo, fi-lo por duas vezes, uma em regime de prestação de serviços e a outra em regime de trabalhador assalariado, esta com a particularidade de nada ter recebido. Sem culpa da entidade patronal, devo dizer.
Estávamos no início do verão e sem nada para fazer naquelas férias grandes, longas como já não se vêm e resolvemos, eu e um bom amigo meu, irmos acampar. Problema a resolver, não tínhamos dinheiro, mais eu do que ele, penso. A solução, ir trabalhar. Como é óbvio não é?
Escolhemos o Teófilo, que era normalmente o utilizado por alguns dos jovens da terra para ganhar umas massas no verão, e falámos com alguém na empresa que já não recordo. Fomos contratados de imediato e começámos no dia seguinte pela manhã. A minha função inicial foi a de fazer paletes de grades de cerveja com garrafas vazias, o que até não foi mau, mais tarde passei a empilhar grades, fui promovido, desta feita com garrafas cheias num camião que iria sair para a distribuição, o que já foi mais duro.
O meu amigo, levado pelo canto da Sereia, decidiu responder afirmativamente ao pedido para ir no camião distribuir barris de imperial para Albufeira.
O dia de trabalho depressa passou, para mim que ainda recordo ter ido para casa dorido mas satisfeito, tomei um bom banho, jantei e voltei para o ponto de encontro, a já célebre placa de cimento em frente ao BNU. Deveriam ser já umas oito ou nove horas quando vimos, eu e todos os outros que por ali se juntavam, passar o camião do Teófilo de regresso à base. Para eles estava prestes a acabar o dia de trabalho, longo como tudo, tão longo que deixou o meu amigo de cama e, com isso, terminou com a nossa carreira no Teófilo. A dele porque se julgou explorado, eu diria mais praxado, a minha porque já não tinha razão de ser, sem colega, era bem melhor usar as férias para gozar Messines. Foi o que fizemos
Penso que ainda hoje, por vezes, se fala nessa jornada de trabalho. E não deixo de a recordar como algo com o qual também aprendi. Fez parte das dores de crescimento.
-7ºC
Foi com menos 7 que fui trabalhar na última terça-feira. Record pessoal.
Como é hábito e, este Natal não poderia ser diferente, aqui deixo a minha selecção para a canção da época. É velhinha, o gajo é feio que nem uma roda de camião, ela não é melhor, mas a música, quanto a mim é muito boa.
Bom Natal para todos.
Como é hábito e, este Natal não poderia ser diferente, aqui deixo a minha selecção para a canção da época. É velhinha, o gajo é feio que nem uma roda de camião, ela não é melhor, mas a música, quanto a mim é muito boa.
Bom Natal para todos.
The Pogues-Fairytale of New York
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