30/12/2010

Copy-Paste

"...Saúde gastou 21 milhões de euros em consultoria que não serviu para nada..."

"...Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que salário mínimo.."
ambas no Público. 
 

28/12/2010

Raciocínio circular.

A democracia trouxe os partidos, estes alimentam-se dos nossos impostos, dinheiro que, como se sabe, vem dos nossos salários. Em troca, os partidos “criam” a legislação que regula a nossa vida comum.

O princípio parece-me certo, eles, os partidos, como nossos empregados, trabalham para nós, seus patrões, que lhes pagamos pelo trabalho executado, nada a opor quando o trabalho é bem feito. Só que por vezes o processo não é tão simples como parece, os partidos ganham vida, começam a querer usar o dinheiro que lhes damos de forma menos correcta, procuram obter vantagens, ganhar poder de decisão que lhes permita obter benefícios eleitorais e dinheiro, riqueza e mais poder, ou seja, deixam de fazer aquilo para que foram pensados. Nestes casos, quando detectados os partidos são chamados à razão pelo tribunal constitucional e obrigados a pagar multas, como não são os partidos que decidem por si, mas sim os seus dirigentes, são estes os responsáveis pelo pagamento das multas, o que parece justo e até, de certo modo, desencorajador de malfeitorias. É a democracia a funcionar.

Pois bem, era, já não é, agora por obra e graça do PS, do seu partido gémeo, o PSD, e do acólito CDS, as multas a pagar pelos dirigentes partidários passam a poder ser descontadas como despesas dos próprios partidos, quer isto dizer que, quem pagará as multas serão, a partir de agora, os mesmos de sempre, nós, uma vez que é o nosso dinheiro, através dos impostos, que cobre as despesas partidárias.

Ou seja, eles cometem o “crime”, o tribunal condena-os, nós pagamos.

Está certo.

Bom Ano de 2011.

23/12/2010

À mulher de César e outras coisas que tais...

“...Enquanto o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines se deslocou á reunião pública camarária de ontem, para reclamar justamente o reforço das transferências, não é que , passados alguns minutos e após a sua saída, a CDU, através da sua representante na Vereação, permitiu o pagamento da quantia de € 240 000 a uma sociedade de Advogados de Lisboa....”

O que está acima transcrito foi o que escreveu o vereador Serpa no seu blog. Por mim, mas isto sou apenas eu a pensar, em nome da coerência, gostava de ver a CDU esclarecer este assunto.

Quando eu um dia e, apenas por um dia, trabalhei no Teófilo Fontainhas Neto.

Abraço a um amigo meu.

É verdade, já trabalhei para o Teófilo, fi-lo por duas vezes, uma em regime de prestação de serviços e a outra em regime de trabalhador assalariado, esta com a particularidade de nada ter recebido. Sem culpa da entidade patronal, devo dizer.

Estávamos no início do verão e sem nada para fazer naquelas férias grandes, longas como já não se vêm e resolvemos, eu e um bom amigo meu, irmos acampar. Problema a resolver, não tínhamos dinheiro, mais eu do que ele, penso. A solução, ir trabalhar. Como é óbvio não é?

Escolhemos o Teófilo, que era normalmente o utilizado por alguns dos jovens da terra para ganhar umas massas no verão, e falámos com alguém na empresa que já não recordo. Fomos contratados de imediato e começámos no dia seguinte pela manhã. A minha função inicial foi a de fazer paletes de grades de cerveja com garrafas vazias, o que até não foi mau, mais tarde passei a empilhar grades, fui promovido, desta feita com garrafas cheias num camião que iria sair para a distribuição, o que já foi mais duro.

O meu amigo, levado pelo canto da Sereia, decidiu responder afirmativamente ao pedido para ir no camião distribuir barris de imperial para Albufeira.

O dia de trabalho depressa passou, para mim que ainda recordo ter ido para casa dorido mas satisfeito, tomei um bom banho, jantei e voltei para o ponto de encontro, a já célebre placa de cimento em frente ao BNU. Deveriam ser já umas oito ou nove horas quando vimos, eu e todos os outros que por ali se juntavam, passar o camião do Teófilo de regresso à base. Para eles estava prestes a acabar o dia de trabalho, longo como tudo, tão longo que deixou o meu amigo de cama e, com isso, terminou com a nossa carreira no Teófilo. A dele porque se julgou explorado, eu diria mais praxado, a minha porque já não tinha razão de ser, sem colega, era bem melhor usar as férias para gozar Messines. Foi o que fizemos

Penso que ainda hoje, por vezes, se fala nessa jornada de trabalho. E não deixo de a recordar como algo com o qual também aprendi. Fez parte das dores de crescimento.

-7ºC

Foi com menos 7 que fui trabalhar na última terça-feira. Record pessoal.

Como é hábito e, este Natal não poderia ser diferente, aqui deixo a minha selecção para a canção da época. É velhinha, o gajo é feio que nem uma roda de camião, ela não é melhor, mas a música, quanto a mim é muito boa.

Bom Natal para todos.

 
The Pogues-Fairytale of New York

17/12/2010

Sinais de fumo.

O Nuno Cruz fez o favor de me enviar esta foto, bem conhecida para vocês, penso, surpreendente para mim. Temos a Junta e a Câmara de costas voltadas uma para a outra. Espero que não se esqueçam, uns e outros, que quem os elegeu, não está aqui para ver birras, mas sim problemas resolvidos.

13/12/2010

Ainda os Flávio.

Mais um video dos Flávio, via majesties1965.

Obrigado pela contribuição.

12/12/2010

Teixeira dos Santos vai a Pequim, tentar vender a dívida Portuguesa.

Não esperem boa coisa.

Tim Minchin

Ontem foi noite de saída, fui ver o Tim Minchin.

Tim Minchin, na MetroRadio Arena (Newcastle).

Excelente concerto!!

Prejudice (preconceito).

10/12/2010

A Câmara Municipal de Silves e os Critérios, ou como a Matemática não Engana.

Proposta de Orçamento da CM de Silves para 2011.

Foi com atenção que li os posts nos Blogs “25 de Abril”, da Tânia Mealha e, “Coisas da Economia”, do Francisco Martins, onde estes mostram o quadro de cortes proposto pela CM de Silves para as diferentes freguesias.

Lamentam-se, mais o Francisco que a Tânia, esta é mais guerreira, não entender o critério utilizado para estabelecer os cortes referidos, alguns chegando aos 50%, mas já vislumbravam que as juntas de freguesia da CDU eram de longe as mais prejudicadas.

A Tânia mostra ainda ter esperança quando escreve “...claro que temos que ter em conta que esta medida só passa se o PS votar favoravelmente uma vez que o PSD não tem maioria...”. Vamos ver.

Fiquei curioso com o assunto e dei-me ao trabalho de ir ver os dados fornecidos com maior detalhe.

Tentei correlacionar a percentagem do corte atribuído a cada freguesia, com a votação obtida por cada partido nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia . Se acaso houvesse "marosca", como insinuavam a Tânia e o Francisco, essa seria prontamente revelada pelo gráfico na forma de uma clara correlação linear, que seria evidenciada por uma distribuição dos cortes ao longo de uma linha recta. Indicando assim que as percentagens de corte nos fundos atribuidos estavam de facto relacionados com a escolha feita pelos eleitores, quando colocarem o seu voto nas urnas.

Pois bem, os resultados não poderiam ser mais claros:

Para o PSD, na CM de Silves, o PS é indiferente, não passa de uma força política que poderá sempre ser útil e, como tal, convém não a hostilizar. Por isso mesmo, a votação no PS não foi utilizada como critério para a distribuição dos cortes e o gráfico mostra uma correlação nula.
 Correlação do corte por freguesia com a votação no PS para a Assembleia de Freguesia

Já quanto ao próprio PSD e à CDU a conversa é diferente. Como quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte, o PSD tratou de presentear as suas juntas com os menores cortes possíveis, o gráfico mostra que quanto maior a votação no PSD menor é o corte efectuado na verba a transferir para as juntas.
Já a CDU é claramente o inimigo a abater e a CM Silves não faz disso segredo, castigando as freguesias rebeldes. Quem ousou votar na CDU leva! (Jorge Coelho não diria melhor). O gráfico mostra claramente que quanto maior foi a percentagem de votos atribuída à CDU maior é o corte na verba atribuída, ou seja a mensagem é clara, "desenrasquem-se e para a próxima não repitam a graça".

Correlação do corte por freguesia com a votação para a Assembleia de Freguesia no PSD (a amarelo) e na CDU (a vermelho)

É assim a vida, eu só digo, "não é nada que o Alberto João não tenha já feito na Madeira". E já se sabe, bons mestres fazem bons alunos.

05/12/2010

Conversas em tempo real.

A pedido de várias familias o “chat” está de novo activo.

Procurem mais em baixo no lado direito.

Quando uma excepção, já não é isso mesmo.

Governo dá excepção a dirigentes
Altos quadros do Estado que já acumulam ordenado e pensão não são abrangidos pela proibição dessa regalia.in CM

“O Governo Regional dos Açores criou uma medida que visa aligeirar o impacto dos cortes salariais para os funcionários públicos...” in expresso

E há mais.....

26/11/2010

“AOQUISTOCHEGOU”

"Estou pronto para Governar com o FMI."

(Pedro Passos Coelho )

Se um tipo não se incomoda com isto, então incomoda-se com o quê?


25/11/2010

Hoje quando acordei.

Não é preciso dizer mais nada.....

Assim Basta! Entende quem quer, quem não quer continua a assobiar para o ar.

“...Na terça feira Pedro Passos Coelho considerou "correcto que exista um regime de contenção da despesa adaptado à circunstância de as empresas estarem no mercado"...isto a respeito da aprovação do regime de excepção proposto pelo PS”

“...Rui Rio qualificou então de "pouca vergonha" e "incompetência" a alteração ao Orçamento do Estado para 2011 que permite ao sector empresarial do Estado aplicar "com adaptações" os cortes salariais impostos aos funcionários públicos....”

“Hoje Pedro Passos Coelho afirmou ..."Os sacrifícios vão ter de ser distribuídos por todos e eu espero que seja isso que vá acontecer....

Com papas e bolos, se enganam os tolos...

24/11/2010

O que aí vem...

"...Dublin, 24 nov (Lusa) - O Governo irlandês apresentou hoje o "Plano Nacional de Recuperação" para os próximos quatro anos, que prevê o despedimento de 24.750 funcionários públicos, cortes de três mil milhões de euros nos benefícios sociais e um aumento generalizado de impostos...."

Para alguns! Os outros, não os mesmos, poderão ser alvo do regime de excepção entretanto já aprovado. Por isso mesmo. 

23/11/2010

Quando a solidariedade é uma palavra vã.

Começo por fazer uma declaração de interesses. Nunca votei CDS, nunca votei PSD, votei CDU por uma vez nas eleições locais e PS sempre que a minha disponibilidade para colocar o boletim de voto na urna o permitiu e o que estava em causa no País assim o justificava.

Foi por isso com enorme desagrado que li hoje a notícia que o PS e o PSD, um mais escondido que o outro, aprovaram o regime de excepções aos cortes salariais na função pública. Para ser directo tal regime significa apenas isto, os mesmos de sempre pagam a crise, os outros, os que mais ganham, ficam a ver o filme. Justificação para isto, simples, eles são muito bons e se não lhes pagamos bem podem fugir.

O argumento agora invocado para justificar tal regime de excepção é exactamente o mesmo que sempre tem sido usado para justificar medidas similares.

O que pergunto é o seguinte. Se são assim tão bons, porque chegou o País ao ponto em que está? Mais,  fogem para onde? O (ex) governador do banco de Portugal, o tal que previu coisa nenhuma, ganhava quando cá estava cerca de 250 000 euros por ano, quase o dobro que o presidente da reserva federal dos Estados Unidos e apenas os governadores dos bancos centrais de Hong-Kong e Itália auferiam mais do que Vítor Constâncio. Assumindo que os restantes membros da camarilha devem andar pelos mesmos referenciais em termos relativos, se lhes cortassem o salário para onde iriam eles? Isto para já não falarmos no que significa ser solidário.

O que está em causa neste momento com mais esta jogada é simples. A vergonha perdeu-se e, se ainda havia a esperança que tais comparsas fossem por esta vez capazes de mostrar honra e solidariedade com os seus compatriotas, esta esfumou-se. A máscara caiu, de vez!

Resta aos Portugueses mostrar do que são capazes e acreditar que mais vale pobre e com honra do que submisso...

A greve geral nada resolverá, mas pelo menos poderá ser um começo. É necessário varrer a camarilha mafiosa do poder, de todo e qualquer poder e, para que fique claro, não me refiro só a Sócratese e ao PS. O recado aplica-se a todos, com muito poucas excepções.

"...Os "trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional ou municipal" era o texto original da proposta de lei do Orçamento, ao qual o PS acrescentou hoje a expressão "com as adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial".

O texto não especifica que adaptações serão autorizadas, quem as autorizará nem o que constitui uma justicação de "natureza empresarial" válida...."in SiC online