17/01/2011

No mesmo tom...




(Cee Lo Green)
 
I see you driving ’round town

With the girl i love and i’m like,

Forget you!

Oo, oo, ooo

I guess the change in my pocket

Wasn’t enough i’m like,

Forget you!

And forget her too!

I said, if i was richer, i’d still be with ya

Ha, now ain’t that some shit? (ain’t that some shit?)

And although there’s pain in my chest

I still wish you the best with a…

Forget you!

Oo, oo, ooo

Yeah i’m sorry, i can’t afford a ferrari,

But that don’t mean i can’t get you there.

I guess he’s an xbox and i’m more atari,

But the way you play your game ain’t fair.


I pity the fool that falls in love with you

(oh shit she’s a gold digger)

Well

(just thought you should know nigga)

Ooooooh

I’ve got some news for you

Yeah go run and tell your little boyfriend


Now i know, that i had to borrow,

Beg and steal and lie and cheat.

Trying to keep ya, trying to please ya.

‘Cause being in love with you ass ain’t cheap.

I pity the fool that falls in love with you

(oh shit she’s a gold digger)

Well

(just thought you should know nigga)

Ooooooh

I’ve got some news for you

Yeah go run and tell your little boyfriend


Now baby, baby, baby, why d’you wanna wanna hurt me so bad?

(so bad, so bad, so bad)

I tried to tell my mamma but she told me

“this is one for your dad”

(your dad, your dad, your dad)

Uh! Whhhy? Uh! Whhhy? Uh!

Whhhy lady? Oh! I love you oh!

I still love you. Oooh!

Vamos lá enfrentar o ano de forma positiva

Por vezes faz bem ler o que pensam e como nos vêem aqueles que escolheram viver entre nós. Entre estes, nem  todos terão coisas positivas para revelar, mas sempre prefiro ouvir aqueles que vêm o copo meio cheio, do que os que o preferem ver meio vazio, para isso já bastamos nós.

O embaixador de Inglaterra em Portugal deixou o País em virtude das exigências da sua profissão. Antes de o fazer decidiu deixar no seu blogue "um bife mal passado" um texto sobre Portugal e os Portugueses. Gostei tanto de o ler, que decidi, com a devida vênia, mostrá-lo aqui.

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal


Alex Ellis



9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."

08/01/2011

Tempos complicados

Eu não quero fazer um retrato negro, mas a verdade é que temos um presidente enrolado na compra de acções de forma muito duvidosa. Temos um comandante geral da GNR que se auto-aumenta em 1100 euros e com retroactivos a Janeiro de 2010, o que o fez receber mais do que 15000 euros antes de se reformar. Temos a tropa a "gamar" armas para tráfico ou outra coisa pior. Vemos o crime organizado a aumentar de uma forma que já não é possível ignorar, a educação a ir de mal a pior, chegando ao ponto de o próprio ministério da educação vir agora dizer que os alunos não sabem nem raciocinar nem exprimir-se. Temos uma justiça enrolada, injusta e até perigosa. Temos os partidos a enganarem os portugueses, aprovando an AR uma lei de financiamento que lhe permite "sacar" ainda mais do que já sacam. Para finalizar temos o FMI agora à porta.

Mais próximo do fundo é difícil.

Para muitos Portugueses a crise ainda não se fez sentir, para tal basta o facto de terem mantido o emprego e a injecção adicional, via subsídio de férias e natal, de dinheiro fresco de seis em seis meses. Com a entrada do FMI, pelo menos uma destas prestações adicionais irá terminar e aí sim, sem aquelas contribuições extra, muito do consumo será reduzido, o efeito bola de neve que daí advirá fará o resto. Não se afiguram tempos fáceis.

No entanto, há também aspectos positivos, aqui chegados resta-nos lembrar que daqui só se poderá melhorar, resta saber se iniciaremos o caminho de regresso à normalidade de um País que se quer Europeu, moderno e civilizado, com os mesmos de sempre e sem rebuliço, de forma mansa e em que muitos pagarão o que poucos esbanjaram, ou se pelo contrário, vai ser com dor, muita, mas com pessoas diferentes e sem esqueletos no armário.

Túnel

O Nuno fez chegar-me esta linda foto das obras de sustentação do velhinho túnel de acesso à estação.





Pelo tom das palavras do Nuno depreendo estarem as obras terminadas.

Sugiro agora, que plantem umas videiras, quando crescerem sempre darão para criar sombra, depois juntando umas mesas umas cadeiras e uma barraca a vender cervejolas e couratos, sempre dará para se aproveitar nas quentes tardes de verão, fazendo até o local mais seguro.